Tumor de Pancoast: Diagnóstico e Síndrome de Horner Associada

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2021

Enunciado

Dentre os diferentes tipos histológicos de câncer de pulmão, existe um tumor de estreito torácico superior, cujo crescimento pode levar ao comprometimento de estruturas neurológicas adjacentes, causando uma síndrome característica, na qual ocorre bloqueio da inervação simpática do olho e da face. Qual é esse tipo de tumor descrito?

Alternativas

  1. A) Carcinoma de grandes células.
  2. B) Carcinoma espinocelular.
  3. C) Tumor de Pancoast.
  4. D) Carcinoma de pequenas células.
  5. E) Carcinoma bronquíolo-alveolar.

Pérola Clínica

Tumor de Pancoast = câncer ápice pulmonar + síndrome de Horner + dor ombro/braço (invasão plexo braquial).

Resumo-Chave

O tumor de Pancoast é um tipo de câncer de pulmão localizado no ápice do pulmão que, devido à sua localização, invade estruturas adjacentes como o plexo braquial, gânglio estrelado e costelas, causando dor intensa no ombro e braço e a clássica síndrome de Horner.

Contexto Educacional

O Tumor de Pancoast, também conhecido como tumor do sulco superior, é um tipo de câncer de pulmão que se desenvolve no ápice do pulmão e invade as estruturas adjacentes do estreito torácico superior. Embora não seja um tipo histológico específico, a maioria é de carcinoma de não pequenas células, frequentemente carcinoma espinocelular ou adenocarcinoma. Sua importância reside na complexidade diagnóstica e terapêutica devido à proximidade com estruturas vitais. A fisiopatologia dos sintomas do Tumor de Pancoast decorre da invasão local. A dor no ombro e braço é causada pela compressão ou invasão do plexo braquial (C8-T1). A Síndrome de Horner (miose, ptose, anidrose ipsilateral) resulta da invasão do gânglio estrelado (gânglio simpático cervical inferior). Outras estruturas que podem ser afetadas incluem as costelas superiores, vértebras e vasos subclávios, levando a uma constelação de sintomas. O diagnóstico é feito por exames de imagem como radiografia de tórax, tomografia computadorada e ressonância magnética, seguidos de biópsia para confirmação histopatológica. O tratamento é multimodal, geralmente envolvendo quimioterapia e radioterapia neoadjuvantes, seguidas de ressecção cirúrgica. O prognóstico depende do estágio da doença e da extensão da invasão no momento do diagnóstico, sendo crucial a detecção precoce.

Perguntas Frequentes

Quais são os componentes da Síndrome de Horner e como ela se relaciona com o Tumor de Pancoast?

A Síndrome de Horner é caracterizada por miose (pupila contraída), ptose (queda da pálpebra superior) e anidrose (ausência de suor) ipsilateral na face. No Tumor de Pancoast, a síndrome ocorre devido à invasão e compressão do gânglio estrelado (gânglio simpático cervical inferior), que faz parte da via simpática para o olho e a face.

Quais são os sintomas mais comuns do Tumor de Pancoast além da Síndrome de Horner?

Além da Síndrome de Horner, os sintomas mais comuns do Tumor de Pancoast incluem dor intensa e persistente no ombro, que pode irradiar para o braço, antebraço e mão (devido à invasão do plexo braquial). Pode haver fraqueza e atrofia muscular na mão, e em casos avançados, destruição óssea das costelas e vértebras.

Qual o tipo histológico mais comum associado ao Tumor de Pancoast?

Embora o Tumor de Pancoast seja uma localização anatômica e não um tipo histológico específico, o carcinoma espinocelular e o adenocarcinoma são os tipos histológicos de câncer de pulmão de não pequenas células mais frequentemente associados a essa apresentação. O tratamento geralmente envolve quimioterapia, radioterapia e cirurgia.

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