Tumor de Pancoast e Síndrome de Horner: Sinais e Localização

UNIFAP - Universidade Federal do Amapá — Prova 2015

Enunciado

Marque a resposta INCORRETA em relação ao tumor de Pancoast e a Síndrome de Horner?

Alternativas

  1. A) O tumor de Pancoast localiza-se em bases pulmonares e a síndrome de Horner tem como característica a enoftalmia, ptose palpebral, miose e cianose de extremidades;
  2. B) O tumor de Pancoast localiza-se posteriormente no ápice dos lobos superiores, junto ao plexo braquial. Comumente causam sintomas e sinais relacionados à infiltração neoplásica das raízes do oitavo nervo cervical e do primeiro e segundo nervos torácico, de crescimento lento e raramente produz metástases a distância, associa-se à síndrome de Horner;
  3. C) Os sintomas mais frequentes são: dor, alteração na temperatura cutânea e atrofia muscular do ombro e das porções do membro superior secundária ao comprometimento nervoso, o tumor pode invadir a pleura e a parede torácica, destruindo a primeira e a segunda costelas, causando intensa dor;
  4. D) Devido o acometimento da cadeia simpática e do gânglio estrelado, é comum o parecimento da síndrome de Horner, que se caracteriza por: enoftalmia unilateral, ptose palpebral, miose e anidrose da face e do membro superior. 
  5. E) Todas estão corretas.

Pérola Clínica

Tumor de Pancoast = ápice pulmonar + Síndrome de Horner (ptose, miose, anidrose facial).

Resumo-Chave

O tumor de Pancoast é um carcinoma de sulco superior que se localiza no ápice pulmonar, não na base. A Síndrome de Horner, frequentemente associada, caracteriza-se por ptose, miose e anidrose facial, não cianose de extremidades ou enoftalmia (que é mais um sinal aparente).

Contexto Educacional

O tumor de Pancoast, também conhecido como carcinoma de sulco superior, é um tipo de câncer de pulmão não pequenas células que se desenvolve no ápice do pulmão. Sua importância clínica reside na proximidade com estruturas vitais como o plexo braquial, a cadeia simpática cervical e as primeiras costelas, o que leva a uma apresentação clínica característica e desafiadora. A fisiopatologia dos sintomas está diretamente ligada à invasão dessas estruturas. A dor no ombro e braço, atrofia muscular e parestesias são decorrentes do comprometimento do plexo braquial (C8-T1). A Síndrome de Horner (ptose, miose, anidrose facial) surge da compressão ou destruição do gânglio estrelado e da cadeia simpática. O diagnóstico requer alta suspeição em pacientes com dor atípica no ombro e exames de imagem como radiografia de tórax, TC e RM. O tratamento é complexo e frequentemente multimodal, envolvendo quimioterapia, radioterapia e cirurgia, dependendo do estadiamento e da extensão da invasão. O prognóstico é variável, mas o reconhecimento precoce é fundamental para otimizar as chances de sucesso terapêutico e minimizar as sequelas neurológicas.

Perguntas Frequentes

Onde se localiza o tumor de Pancoast e quais estruturas ele afeta?

O tumor de Pancoast é um carcinoma de sulco superior localizado no ápice pulmonar. Ele pode invadir estruturas adjacentes como o plexo braquial, gânglio estrelado, costelas e vértebras, causando dor intensa e sintomas neurológicos.

Quais são os componentes da Síndrome de Horner?

A Síndrome de Horner é caracterizada pela tríade clássica de ptose palpebral (queda da pálpebra superior), miose (constrição da pupila) e anidrose facial (ausência de suor na face ipsilateral), devido à interrupção da via simpática.

Por que o tumor de Pancoast está associado à Síndrome de Horner?

A associação ocorre porque o tumor de Pancoast, ao crescer no ápice pulmonar, pode comprimir ou invadir a cadeia simpática cervical e o gânglio estrelado, que são componentes da via simpática responsável pela inervação ocular e sudorese facial.

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