HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2020
Mulher com 35 anos apresenta diagnóstico de tumor de ovário. Qual são as características que poderão levar o ginecologista ter maior tranquilidade de que se trata de um caso benigno?
Tumor de ovário benigno → vascularização escassa, cístico unilocular, sem projeções sólidas.
Em tumores de ovário, características ultrassonográficas como vascularização escassa (avaliada por Doppler), ausência de componentes sólidos ou vegetações, paredes finas e lisas, e unilocularidade são fortes indicativos de benignidade. A bilateralidade, vegetações intracísticas ou componentes sólidos e irregulares aumentam a suspeita de malignidade.
A avaliação de massas anexiais é um desafio comum na prática ginecológica, e a diferenciação entre tumores ovarianos benignos e malignos é de suma importância para o planejamento terapêutico adequado. A ultrassonografia transvaginal é a principal ferramenta de imagem para essa avaliação, e a identificação de características específicas pode guiar a conduta, evitando cirurgias desnecessárias ou garantindo o manejo oncológico apropriado. A epidemiologia dos tumores ovarianos mostra que a maioria é benigna, especialmente em mulheres jovens. As características ultrassonográficas que sugerem benignidade incluem a presença de cistos uniloculares (uma única cavidade), paredes finas e lisas, ausência de componentes sólidos ou vegetações (projeções papilares), e um fluxo sanguíneo escasso ou ausente ao estudo Doppler. A ausência de ascite e a unilateralidade também são indicativos de benignidade. Em contraste, tumores malignos frequentemente apresentam componentes sólidos, vegetações, septos espessos, bilateralidade, ascite e vascularização rica e desorganizada. O manejo de um tumor ovariano suspeito de benignidade geralmente envolve acompanhamento ultrassonográfico seriado. Em casos de alta suspeita de malignidade, a paciente deve ser encaminhada para um centro especializado em oncologia ginecológica. Para residentes, é fundamental dominar a interpretação dos achados ultrassonográficos e aplicar os critérios de risco de malignidade (como os do IOTA - International Ovarian Tumor Analysis) para uma tomada de decisão clínica segura e eficaz, otimizando o prognóstico da paciente.
Os principais critérios incluem cistos uniloculares, paredes finas e lisas, ausência de componentes sólidos ou vegetações, ausência de septos espessos, e vascularização escassa ou ausente ao Doppler. A presença de ascite também é um sinal de alerta para malignidade.
A vascularização é um critério crucial porque tumores malignos tendem a ter um suprimento sanguíneo mais rico e desorganizado, com vasos de baixa resistência, detectáveis ao Doppler colorido. Tumores benignos, por outro lado, geralmente apresentam vascularização escassa ou ausente.
Características que aumentam a suspeita de malignidade incluem a presença de componentes sólidos, vegetações papilares, septos espessos (>3mm), bilateralidade, ascite, tamanho grande (>10cm) e vascularização abundante e desorganizada ao Doppler.
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