PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2025
Paciente de 70 anos, do sexo feminino, comparece a consulta trazendo exame de tomografia computadorizada de abdome, feita no Pronto Atendimento devido a quadro de lombalgia, evidenciando nódulo hipervascular no colo do pâncreas de 1,9 cm de diâmetro. Nega outros sintomas e diz estar sentindo-se muito bem, porém está muito apreensiva devido ao resultado do exame pela possibilidade de ser um câncer de pâncreas. Dentre as opções abaixo, em relação à conduta frente esta situação, assinale a alternativa CORRETA:
Nódulo pancreático hipervascular incidental → Ecoendoscopia (EUS-FNA) para diagnóstico e graduação.
Lesões hipervasculares no pâncreas sugerem tumores neuroendócrinos; a ecoendoscopia com biópsia é o padrão-ouro para definir a natureza da lesão e o manejo subsequente.
Com o aumento do uso de exames de imagem de alta resolução, os incidentalomas pancreáticos tornaram-se comuns. Nódulos hipervasculares sólidos no pâncreas são altamente suspeitos para Tumores Neuroendócrinos Pancreáticos (pNETs). Embora muitos sejam indolentes, o potencial de malignidade existe. A conduta inicial correta para um nódulo de 1,9 cm (quase no limite de 2 cm para decisão cirúrgica direta em algumas diretrizes) é a caracterização tecidual. A ecoendoscopia com punção (EUS-FNA) fornece o diagnóstico definitivo e o Ki-67. Se for um pNET G1 ou G2, a cirurgia pode ser indicada (enucleação ou pancreatectomia, dependendo da relação com o ducto pancreático principal). A simples observação sem biópsia é arriscada para lesões desse tamanho, e a cirurgia sem biópsia pode expor a paciente a uma morbidade desnecessária se a lesão for benigna ou de comportamento muito indolente.
Diferente do adenocarcinoma pancreático (que é tipicamente hipovascular/hipoatenuante), lesões hipervasculares sugerem fortemente Tumores Neuroendócrinos (pNETs). Outros diferenciais incluem metástases (especialmente de carcinoma de células renais), tumores sólidos pseudopapilares ou adenomas microcísticos.
A ecoendoscopia é superior à TC e RM na detecção de pequenas lesões pancreáticas. A realização de punção (FNA) ou biópsia (FNB) permite a análise citopatológica e, crucialmente, a avaliação do índice de proliferação celular (Ki-67), que define o grau histológico (G1, G2 ou G3) e orienta se a conduta será observação, enucleação ou ressecção formal.
Sim, pNETs não funcionantes, assintomáticos e menores que 2cm podem ser candidatos à vigilância ativa em pacientes selecionados. No entanto, essa decisão só deve ser tomada após a confirmação diagnóstica e graduação histológica (geralmente G1) via ecoendoscopia, considerando também a localização e o risco cirúrgico.
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