SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2024
Mulher 57 anos. Dor epigástrica leve e dispepsia há 3 meses. Realizou USG que mostrou lesão mal definida em cauda pancreática. Após avaliação cirúrgica, fez uma RM do abdome superior sugestiva de tumor neuroendócrino pancreático (PNET) de 3,8 cm (Imagem abaixo). EDA normal. Sem sintomas de disglicemia ou diarreia.Em relação à conduta e diagnóstico (estadiamento), assinale a alternativa CORRETA.
PNET não funcionante > 2 cm → indicação cirúrgica (pancreatectomia caudal para lesões em cauda).
Tumores neuroendócrinos pancreáticos não funcionantes com tamanho superior a 2 cm geralmente têm indicação cirúrgica devido ao risco de malignidade e metástases. A localização na cauda do pâncreas sugere pancreatectomia caudal, que pode ou não incluir esplenectomia dependendo da invasão.
PNETs são neoplasias raras que podem ser funcionantes (produzem hormônios) ou não funcionantes. Os não funcionantes são mais comuns e frequentemente diagnosticados incidentalmente. A importância clínica reside no potencial maligno, com risco de metástases, sendo crucial para a prática do residente. O diagnóstico é feito por imagem (RM, TC), e a biópsia é crucial para confirmar e avaliar o índice de proliferação (Ki-67). O estadiamento considera tamanho, invasão e metástases. Tumores > 2 cm, mesmo não funcionantes, têm indicação cirúrgica devido ao risco de malignidade. O tratamento principal para PNETs localizados e ressecáveis é cirúrgico. Para lesões na cauda, a pancreatectomia caudal é a abordagem padrão. A esplenectomia é realizada se houver invasão ou proximidade com o baço. O acompanhamento pós-operatório é essencial para monitorar recorrências.
Para PNETs não funcionantes, tumores maiores que 2 cm geralmente têm indicação cirúrgica devido ao maior risco de malignidade e metástases, mesmo na ausência de sintomas funcionantes.
A cromogranina A pode estar elevada em PNETs não funcionantes, mas seu valor é limitado para diagnóstico ou acompanhamento, sendo mais útil em tumores funcionantes ou para monitorar recorrência.
PNETs localizados na cauda do pâncreas são geralmente tratados com pancreatectomia caudal, que pode ser realizada com ou sem esplenectomia, dependendo da proximidade ou invasão do baço.
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