PNET Não Funcionante: Diagnóstico e Manejo Cirúrgico

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2024

Enunciado

Mulher 57 anos. Dor epigástrica leve e dispepsia há 3 meses. Realizou USG que mostrou lesão mal definida em cauda pancreática. Após avaliação cirúrgica, fez uma RM do abdome superior sugestiva de tumor neuroendócrino pancreático (PNET) de 3,8 cm (Imagem abaixo). EDA normal. Sem sintomas de disglicemia ou diarreia.Em relação à conduta e diagnóstico (estadiamento), assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) Por se tratar de um tumor não funcionante, podemos acompanhar com RM semestral.
  2. B) Devemos realizar USG endoscópica com biópsia antes de indicar a cirurgia.
  3. C) A dosagem de cromogramina A não tem valor nos tumores não-funcionantes.
  4. D) A paciente é cirúrgica devido ao tamanho do tumor, devendo ser indicada uma pancreatectomia caudal com ou sem esplenectomia.
  5. E) Se a biópsia apresentar um Ki 67 > 10%, trata-se de um tumor carcinoide.

Pérola Clínica

PNET não funcionante > 2 cm → indicação cirúrgica (pancreatectomia caudal para lesões em cauda).

Resumo-Chave

Tumores neuroendócrinos pancreáticos não funcionantes com tamanho superior a 2 cm geralmente têm indicação cirúrgica devido ao risco de malignidade e metástases. A localização na cauda do pâncreas sugere pancreatectomia caudal, que pode ou não incluir esplenectomia dependendo da invasão.

Contexto Educacional

PNETs são neoplasias raras que podem ser funcionantes (produzem hormônios) ou não funcionantes. Os não funcionantes são mais comuns e frequentemente diagnosticados incidentalmente. A importância clínica reside no potencial maligno, com risco de metástases, sendo crucial para a prática do residente. O diagnóstico é feito por imagem (RM, TC), e a biópsia é crucial para confirmar e avaliar o índice de proliferação (Ki-67). O estadiamento considera tamanho, invasão e metástases. Tumores > 2 cm, mesmo não funcionantes, têm indicação cirúrgica devido ao risco de malignidade. O tratamento principal para PNETs localizados e ressecáveis é cirúrgico. Para lesões na cauda, a pancreatectomia caudal é a abordagem padrão. A esplenectomia é realizada se houver invasão ou proximidade com o baço. O acompanhamento pós-operatório é essencial para monitorar recorrências.

Perguntas Frequentes

Qual o papel do tamanho do tumor na decisão cirúrgica para PNETs não funcionantes?

Para PNETs não funcionantes, tumores maiores que 2 cm geralmente têm indicação cirúrgica devido ao maior risco de malignidade e metástases, mesmo na ausência de sintomas funcionantes.

A dosagem de cromogranina A é útil em PNETs não funcionantes?

A cromogranina A pode estar elevada em PNETs não funcionantes, mas seu valor é limitado para diagnóstico ou acompanhamento, sendo mais útil em tumores funcionantes ou para monitorar recorrência.

Qual o tipo de cirurgia para PNETs localizados na cauda do pâncreas?

PNETs localizados na cauda do pâncreas são geralmente tratados com pancreatectomia caudal, que pode ser realizada com ou sem esplenectomia, dependendo da proximidade ou invasão do baço.

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