SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2025
Leia o caso a seguir.Paciente de 47 anos, sexo feminino, procurou atendimento médico após uma queda e fratura do fêmur direito. O exame físico revelou uma tumoração no úmero esquerdo. Foram realizados exames laboratoriais e de imagem com o diagnóstico de tumor marrom.Outros achados radiográficos esperados no caso são:
Tumor marrom + fratura patológica → suspeitar de hiperparatireoidismo; buscar reabsorção subperiosteal e crânio "sal e pimenta".
O tumor marrom é uma lesão óssea osteolítica que ocorre em casos de hiperparatireoidismo grave e prolongado, seja primário ou secundário. Ele é uma manifestação da osteíte fibrosa cística, onde a reabsorção óssea excessiva leva à formação de cistos e acúmulo de tecido fibroso e hemossiderina, justificando a cor "marrom".
O tumor marrom é uma lesão óssea benigna, não neoplásica, que representa uma manifestação grave da osteíte fibrosa cística, uma condição associada ao hiperparatireoidismo primário ou secundário de longa data. A patogênese envolve a reabsorção óssea osteoclástica excessiva, estimulada pelo excesso de paratormônio (PTH), que leva à formação de cavidades preenchidas por tecido fibroso, vasos sanguíneos e macrófagos carregados de hemossiderina (daí a cor marrom). Clinicamente, pode se apresentar como uma massa palpável ou ser descoberto incidentalmente após uma fratura patológica, como no caso da paciente. Os achados radiográficos no hiperparatireoidismo são variados e refletem a intensa remodelação óssea. A reabsorção óssea subperiosteal é o sinal patognomônico, mais frequentemente observado nas falanges médias das mãos, mas também pode ocorrer nas clavículas e costelas. O crânio pode apresentar um aspecto granular ou moteado, conhecido como "sal e pimenta", devido à reabsorção óssea irregular. Outros achados incluem cistos ósseos, perda da lâmina dura dos dentes e, em casos avançados, deformidades ósseas. O diagnóstico do tumor marrom é feito pela combinação de achados clínicos, radiográficos e laboratoriais (hipercalcemia, hipofosfatemia, PTH elevado). O tratamento definitivo envolve a correção do hiperparatireoidismo subjacente, seja por paratireoidectomia (no primário) ou controle da doença renal crônica (no secundário). Com o tratamento da causa, o tumor marrom geralmente regride. Para residentes, é fundamental reconhecer o tumor marrom como um marcador de doença metabólica óssea grave e não confundi-lo com uma neoplasia primária.
O tumor marrom é uma lesão óssea osteolítica benigna, não neoplásica, que ocorre em casos de hiperparatireoidismo grave e prolongado. Ele é uma manifestação da osteíte fibrosa cística, resultante da intensa reabsorção óssea e substituição por tecido fibroso e hemorrágico, que lhe confere a coloração marrom.
Os achados clássicos incluem reabsorção óssea subperiosteal (especialmente nas falanges médias das mãos), crânio com aspecto em "sal e pimenta" (moteado), reabsorção das extremidades distais das clavículas, cistos ósseos e, em casos graves, o tumor marrom.
O tumor marrom se diferencia por sua associação com hiperparatireoidismo e pela presença de outros sinais radiográficos da doença metabólica óssea. Histologicamente, é composto por células gigantes multinucleadas e tecido fibroso, mas o contexto clínico e laboratorial (níveis elevados de PTH e cálcio) são cruciais para o diagnóstico diferencial.
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