UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2015
Paciente do sexo feminino de 47 anos inicia quadro de hiporexia, dor abdominal e emagrecimento. Fez ultrassonografia abdominal que evidenciou uma massa ovariana de 90 cm³ (valor normal seria até 9 cm³). A paciente foi submetida à ooforectomia e seu exame histopatológico revelou ser um tumor de Krukenberg. O sítio primário desse tumor é o:
Tumor de Krukenberg = metástase ovariana de adenocarcinoma, primário mais comum é o estômago.
O tumor de Krukenberg é uma metástase ovariana de um adenocarcinoma, caracterizado histologicamente pela presença de células em anel de sinete. Embora possa ter origem em diversos órgãos, o sítio primário mais comum é o estômago, seguido por cólon e mama. A apresentação clínica pode mimetizar um tumor ovariano primário.
O tumor de Krukenberg representa uma forma específica de metástase ovariana, geralmente bilateral, de um adenocarcinoma. Clinicamente, pode se manifestar com sintomas inespecíficos como dor abdominal, emagrecimento e hiporexia, mimetizando um tumor ovariano primário. A descoberta de uma massa ovariana em pacientes com esses sintomas deve sempre levantar a suspeita de uma origem metastática, especialmente em mulheres de meia-idade. A característica histopatológica distintiva do tumor de Krukenberg é a presença de células em anel de sinete, que são células epiteliais com grande vacúolo de mucina que empurra o núcleo para a periferia. Embora o ovário seja o local da metástase, o sítio primário mais comum para esses tumores é o estômago, respondendo por cerca de 70-80% dos casos, seguido por cólon, apêndice e mama. O diagnóstico de um tumor de Krukenberg implica um prognóstico geralmente desfavorável, pois indica doença avançada. A abordagem terapêutica envolve a ooforectomia para controle local e estadiamento, mas o tratamento principal deve ser direcionado ao tumor primário. A investigação do trato gastrointestinal superior (endoscopia digestiva alta) é fundamental para identificar e tratar o câncer gástrico primário, que muitas vezes pode ser assintomático ou apresentar sintomas vagos.
O tumor de Krukenberg é caracterizado pela presença de células em anel de sinete, que são células mucossecretoras com o núcleo deslocado para a periferia devido ao acúmulo de mucina intracitoplasmática, infiltrando o estroma ovariano.
Além do estômago, que é o mais comum, outros sítios primários incluem o cólon (especialmente sigmoide e reto), apêndice, mama e, mais raramente, pâncreas ou trato biliar.
A diferenciação é feita principalmente pela histopatologia, que revela as células em anel de sinete e o padrão de infiltração estromal. A imunohistoquímica e a investigação do trato gastrointestinal superior são cruciais para identificar o sítio primário.
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