UNCISAL - Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas — Prova 2020
O tumor de vias biliares que acomete a bifurcação dos ductos biliares direito e esquerdo é denominado:
Tumor de Klatskin = colangiocarcinoma hilar que acomete a bifurcação dos ductos biliares.
O tumor de Klatskin é um tipo específico de colangiocarcinoma que se localiza na bifurcação dos ductos hepáticos direito e esquerdo. Sua localização anatômica o torna desafiador para o tratamento cirúrgico e frequentemente causa icterícia obstrutiva.
O colangiocarcinoma é uma neoplasia maligna que se origina do epitélio dos ductos biliares. O Tumor de Klatskin, ou colangiocarcinoma hilar, representa cerca de 50-60% de todos os colangiocarcinomas e é caracterizado por sua localização na bifurcação dos ductos hepáticos direito e esquerdo, ou na confluência dos ductos hepáticos comuns. Sua importância clínica reside na dificuldade diagnóstica precoce e na complexidade do tratamento. A fisiopatologia envolve fatores de risco como colangite esclerosante primária, cistos de colédoco e infecções parasitárias crônicas. A apresentação clínica é dominada pela icterícia obstrutiva progressiva, devido ao bloqueio do fluxo biliar. O diagnóstico é desafiador e requer uma combinação de exames de imagem avançados, como ressonância magnética com colangiopancreatografia (CPRM) e tomografia computadorizada, para avaliar a extensão da lesão e a ressecabilidade. O tratamento do Tumor de Klatskin é predominantemente cirúrgico, com a ressecção radical sendo a única opção curativa. No entanto, muitos pacientes são diagnosticados em estágios avançados, tornando a cirurgia inviável. Nesses casos, a paliação da icterícia com a colocação de stents biliares (endoscópicos ou percutâneos) é fundamental para melhorar a qualidade de vida. A quimioterapia e a radioterapia podem ser adjuvantes ou paliativas.
Os sintomas mais comuns incluem icterícia progressiva e indolor, prurido, colúria e acolia fecal, resultantes da obstrução biliar. Dor abdominal e perda de peso podem ocorrer em estágios mais avançados.
O diagnóstico envolve exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética com colangiopancreatografia (CPRM). A colangiografia endoscópica (CPRE) ou percutânea (PTC) pode ser usada para biópsia e descompressão biliar.
O tratamento curativo é a ressecção cirúrgica, que é complexa devido à localização e envolve hepatectomia parcial e ressecção dos ductos biliares. Em casos irressecáveis, a paliação da icterícia com stents é a principal abordagem.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo