UNCISAL - Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas — Prova 2015
O tumor de Klatskin é de origem:
Tumor de Klatskin = colangiocarcinoma hilar, origem biliar.
O tumor de Klatskin é um tipo específico de colangiocarcinoma que se localiza na confluência dos ductos biliares hepáticos, sendo um câncer de origem biliar com prognóstico geralmente reservado devido à sua localização estratégica.
O tumor de Klatskin, também conhecido como colangiocarcinoma hilar, é uma forma rara e agressiva de câncer que se origina no epitélio dos ductos biliares na confluência dos ductos hepáticos direito e esquerdo. Representa a maioria dos colangiocarcinomas extra-hepáticos e é caracterizado por sua localização estratégica, que dificulta o diagnóstico precoce e a ressecção cirúrgica. A apresentação clínica típica do tumor de Klatskin é a icterícia obstrutiva progressiva, acompanhada de prurido, colúria e acolia fecal, devido ao bloqueio do fluxo biliar. O diagnóstico é desafiador e requer uma combinação de exames de imagem avançados (TC, RM com CPRM) e, muitas vezes, colangioscopia com biópsia. A classificação de Bismuth-Corlette é utilizada para estadiar a extensão da doença. O tratamento do tumor de Klatskin é complexo e, quando possível, envolve a ressecção cirúrgica radical, que pode incluir hepatectomia e linfadenectomia. No entanto, muitos pacientes são diagnosticados em estágios avançados, tornando a cirurgia curativa inviável. Nesses casos, a paliação da icterícia com drenagem biliar (endoscópica ou percutânea) e quimioterapia são as principais abordagens para melhorar a qualidade de vida e prolongar a sobrevida.
Os principais sintomas incluem icterícia progressiva, prurido, colúria, acolia fecal, dor abdominal inespecífica e perda de peso, devido à obstrução biliar.
O diagnóstico envolve exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética com colangiopancreatografia (CPRM), além de biópsia para confirmação histopatológica.
O tratamento principal é a ressecção cirúrgica, quando possível, que pode incluir hepatectomia parcial e ressecção dos ductos biliares. Em casos irressecáveis, a paliação da icterícia com stents é comum.
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