HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2025
Paciente, 45 anos, apresenta quadro de hematêmese e melena. Endoscopia digestiva alta realizada na urgência identifica tumor de, aproximadamente, 3 cm, recoberto por mucosa normal, com umbilicação central, em fundo gástrico, com sinais de sangramento recente. Não foi realizada biópsia.Em face do exposto, assinale a alternativa correta.
Lesão gástrica subepitelial (ex: GIST) com umbilicação central e sangramento → biópsia superficial pode ser falso negativa.
Tumores gástricos subepiteliais, como os GISTs (Tumores Estromais Gastrointestinais), são cobertos por mucosa normal, o que torna a biópsia superficial realizada por endoscopia frequentemente negativa (falso negativo). Nesses casos, a biópsia deve ser mais profunda (por exemplo, por ecoendoscopia com PAAF) ou a ressecção cirúrgica pode ser indicada para diagnóstico e tratamento.
Tumores gástricos subepiteliais representam um grupo heterogêneo de lesões que se originam abaixo da camada mucosa do estômago. O mais comum e clinicamente relevante é o Tumor Estromal Gastrointestinal (GIST), que pode apresentar-se com sangramento digestivo (hematêmese e melena), dor abdominal ou ser um achado incidental. A endoscopia digestiva alta revela uma lesão recoberta por mucosa normal, muitas vezes com uma umbilicação central, que pode ser o ponto de sangramento. O grande desafio diagnóstico dessas lesões reside no fato de que a biópsia endoscópica convencional, que coleta amostras da superfície da mucosa, frequentemente resulta em falso negativo. Isso ocorre porque o tumor está localizado em camadas mais profundas, e a agulha da biópsia superficial não atinge o tecido neoplásico. A persistência de biópsias negativas em um contexto clínico sugestivo não deve descartar a suspeita. Nesses casos, a ecoendoscopia (USE) com PAAF é o método de escolha, pois permite uma avaliação detalhada das camadas da parede gástrica e a obtenção de amostras de tecido mais profundas e representativas para análise histopatológica e imuno-histoquímica. A conduta terapêutica dependerá do tipo de tumor, tamanho, características de risco e presença de sintomas, podendo variar de seguimento a ressecção cirúrgica.
Um tumor gástrico subepitelial é uma lesão que se origina nas camadas mais profundas da parede gástrica (submucosa, muscular própria ou serosa), sendo recoberta por mucosa normal, o que dificulta o diagnóstico por biópsia superficial.
O Tumor Estromal Gastrointestinal (GIST) é o tipo mais comum de tumor gástrico subepitelial, originando-se das células intersticiais de Cajal. Eles podem ser benignos ou malignos e têm potencial de sangramento.
A ecoendoscopia (ultrassonografia endoscópica) com biópsia por agulha fina (PAAF) é o método mais eficaz para caracterizar e diagnosticar tumores subepiteliais, pois permite visualizar as camadas da parede gástrica e obter amostras mais profundas.
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