HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2025
Paciente masculino, 58 anos de idade, com histórico de dor epigástrica e perda de peso, apresenta-se com sangramento gastrointestinal. A endoscopia digestiva alta revela uma massa submucosa ulcerada no estômago e a biópsia confirma tumor estromal gastrointestinal (GIST). Durante o estadiamento, são encontradas metástases hepáticas. Qual é a conduta inicial mais apropriada para este paciente?
GIST metastático → Terapia sistêmica com imatinibe é a conduta inicial.
Em GIST com metástases, a cirurgia primária não é curativa. O imatinibe, um inibidor de tirosina quinase, é a terapia sistêmica de primeira linha, visando o receptor KIT mutado, controlando a doença e podendo permitir ressecção secundária em casos selecionados.
O Tumor Estromal Gastrointestinal (GIST) é o tumor mesenquimal mais comum do trato gastrointestinal, originando-se das células intersticiais de Cajal. Sua importância clínica reside na necessidade de um diagnóstico preciso e manejo adequado, especialmente em estágios avançados, para otimizar o prognóstico dos pacientes. A fisiopatologia do GIST está frequentemente ligada a mutações nos genes KIT ou PDGFRA, que levam à ativação constitutiva de tirosina quinases. O diagnóstico é feito por biópsia, com imuno-histoquímica positiva para CD117 (KIT) e/ou DOG1. Deve-se suspeitar de GIST em pacientes com massa submucosa gastrointestinal, dor epigástrica, sangramento ou perda de peso. O tratamento do GIST localizado é cirúrgico. No entanto, para GIST metastático ou irressecável, a terapia sistêmica com inibidores de tirosina quinase, como o imatinibe, é a conduta inicial padrão. Este medicamento visa as vias de sinalização ativadas pelas mutações, controlando a progressão da doença e, em alguns casos, permitindo a ressecção cirúrgica secundária de lesões residuais.
Os sintomas do GIST podem incluir dor abdominal, sangramento gastrointestinal (melena ou hematêmese), perda de peso, fadiga e massa abdominal palpável, dependendo do tamanho e localização do tumor.
O imatinibe é um inibidor de tirosina quinase que age bloqueando a atividade do receptor KIT (CD117), frequentemente mutado no GIST, controlando o crescimento tumoral e as metástases de forma sistêmica.
A cirurgia é o tratamento primário para GIST localizado e ressecável. Em casos metastáticos, pode ser considerada após resposta à terapia com imatinibe para remover doença residual ou metástases isoladas.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo