UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2025
Paciente masculino, 60 anos, apresenta dores abdominais e dispepsia. À endoscopia digestiva alta verificou-se abaulamento em corpo do estômago, tendo sido realizada biópsia local onde se diagnosticou sarcoma gástrico. Sobre o caso descrito, assinale a alternativa CORRETA.
GISTs são os tumores mesenquimais mais comuns do TGI, e mutações c-kit são marcadores prognósticos e terapêuticos.
Os Tumores Estromais Gastrointestinais (GISTs) são os sarcomas mais comuns do trato gastrointestinal, e a presença de mutações no gene c-kit é um fator prognóstico importante, além de ser um alvo terapêutico para inibidores de tirosina quinase como o imatinibe.
O Tumor Estromal Gastrointestinal (GIST) é o sarcoma mais comum do trato gastrointestinal, originando-se das células intersticiais de Cajal ou de seus precursores. Embora possam ocorrer em qualquer parte do TGI, o estômago é o local mais frequente. O diagnóstico é feito por biópsia, e a imuno-histoquímica, com a positividade para CD117 (KIT) e DOG1, é essencial para a confirmação. É crucial para o residente reconhecer que, apesar de serem sarcomas, os GISTs possuem características moleculares e respostas terapêuticas distintas de outros tumores mesenquimais. A patogênese dos GISTs está fortemente associada a mutações ativadoras nos genes KIT (CD117) ou PDGFRA, que codificam receptores tirosina quinase. As mutações c-kit ocorrem predominantemente nos GISTs, independentemente de serem benignos ou malignos, e são um marcador prognóstico importante, além de serem o alvo terapêutico para inibidores de tirosina quinase. A presença e o tipo de mutação influenciam a resposta ao tratamento e o prognóstico do paciente. O tratamento do GIST é primariamente cirúrgico para lesões ressecáveis. Para GISTs irressecáveis, metastáticos ou de alto risco de recorrência, a terapia-alvo com inibidores de tirosina quinase, como o imatinibe, revolucionou o prognóstico. GISTs são classicamente resistentes à quimioterapia convencional e à radioterapia, o que torna a identificação das mutações e a terapia-alvo ainda mais críticas. A distinção entre GISTs benignos e malignos é baseada em critérios como tamanho do tumor e índice mitótico, e não apenas na presença de mutações.
Os GISTs são tumores mesenquimais que se originam das células intersticiais de Cajal (CICs) ou de seus precursores, que são as células marcapasso do trato gastrointestinal.
As mutações no gene c-kit (CD117) são encontradas na maioria dos GISTs e resultam na ativação constitutiva da tirosina quinase KIT. Essas mutações são importantes para o diagnóstico, prognóstico e, crucialmente, para a resposta à terapia-alvo com inibidores de tirosina quinase como o imatinibe.
A cirurgia é o tratamento primário para GISTs ressecáveis. Para GISTs irressecáveis, metastáticos ou de alto risco, a terapia-alvo com inibidores de tirosina quinase (como imatinibe) é a pedra angular do tratamento. A radioterapia e a quimioterapia convencional têm um papel limitado devido à radiorresistência e quimiorresistência dos GISTs.
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