GIST Gástrico: Diagnóstico, Mutação c-Kit e Conduta Cirúrgica

FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2026

Enunciado

Mulher de 48 anos, realizou endoscopia digestiva alta, que evidenciou uma lesão ovalada, projetada para o lúmen gástrico, recoberto por mucosa de aspecto normal, de consistência firme ao toque da pinça, medindo aproximadamente 3cm de diâmetro e localizada na parede posterior do corpo, sugestiva de tumor estromal. Considerando-se esta hipótese diagnóstica, é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) Níveis elevados do marcador HER 2 confirmam o diagnóstico.
  2. B) A mutação no proto-oncogene c-Kit está presente em 95% destas neoplasias.
  3. C) A gastrectomia total com linfadenectomia é a cirurgia padrão para o tratamento.
  4. D) A classificação em tipos intestinal e difuso tem importância na determinação prognóstica.

Pérola Clínica

GIST → Mutação c-Kit (CD117) em 95% + Ressecção em cunha (sem necessidade de linfadenectomia).

Resumo-Chave

O GIST é a neoplasia mesenquimal mais comum do TGI, caracterizada pela expressão da proteína KIT (CD117). O tratamento padrão é a ressecção cirúrgica com margens livres, sem necessidade de esvaziamento ganglionar.

Contexto Educacional

Os GISTs originam-se das células intersticiais de Cajal, responsáveis pelo marcapasso do trato gastrointestinal. A localização mais comum é o estômago (60%). O comportamento biológico varia de indolente a altamente agressivo, sendo o tamanho tumoral e o índice mitótico os principais preditores prognósticos. A biópsia pré-operatória por endoscopia convencional muitas vezes é inconclusiva por ser uma lesão subepitelial, sendo a ecoendoscopia com punção (FNA) o método preferencial.

Perguntas Frequentes

O que define o diagnóstico de GIST na imuno-histoquímica?

O diagnóstico de GIST é confirmado pela positividade da proteína KIT (CD117) em cerca de 95% dos casos. Outros marcadores importantes incluem o DOG1, que é altamente sensível e específico, especialmente em casos KIT-negativos. Esses marcadores diferenciam o GIST de outros tumores mesenquimais como leiomiomas ou schwannomas.

Por que não se realiza linfadenectomia no tratamento do GIST?

Diferente do adenocarcinoma gástrico, o GIST apresenta uma disseminação predominantemente hematogênica ou por contiguidade peritoneal, sendo a metástase linfonodal extremamente rara (menos de 1-2%). Portanto, a ressecção cirúrgica foca na obtenção de margens microscopicamente negativas (R0) sem a necessidade de dissecção linfonodal de rotina.

Qual o papel do Imatinibe no manejo do GIST?

O mesilato de imatinibe é um inibidor da tirosina quinase utilizado como terapia de primeira linha para GISTs metastáticos ou irressecáveis. Também é indicado como terapia adjuvante em pacientes com alto risco de recorrência após a cirurgia (baseado no tamanho do tumor, índice mitótico e localização).

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo