GIST Gástrico: Diagnóstico Imunoistoquímico e Conduta

IDPC/Dante Pazzanese - Instituto de Cardiologia (SP) — Prova 2025

Enunciado

Homem, de 48 anos de idade, realizou endoscopia digestiva alta devido a pirose há seis meses, sendo identificada lesão subepitelial de 5 cm em antro gástrico, localizada a um centímetro do piloro. Realizou ultrassonografia endoscópica, confirmando lesão subepitelial, hipoecogênica, originada da quarta camada da parede gástrica, sendo realizadas biópsias da lesão. Considerando o caso clínico apresentado, quais são, respectivamente, o marcador imunoistoquímico que se encontrará positivo na biópsia e o tratamento indicado?

Alternativas

  1. A) CD117 e gastrectomia parcial.
  2. B) C-KIT e gastrectomia em cunha.
  3. C) S-100 e radioterapia exclusiva.
  4. D) DOG1 e imunoterapia exclusiva.

Pérola Clínica

GIST gástrico → CD117+ (c-kit) e ressecção com margens livres (sem linfadenectomia).

Resumo-Chave

Tumores estromais gastrointestinais (GIST) originam-se das células de Cajal na 4ª camada da parede gástrica; o CD117 é o marcador diagnóstico clássico.

Contexto Educacional

O GIST é a neoplasia mesenquimal mais comum do trato gastrointestinal, sendo o estômago o sítio mais frequente (60%). A apresentação clínica varia de achados incidentais em endoscopias a sangramentos digestivos ou massa palpável. A biópsia por agulha fina guiada por ecoendoscopia (EUS-FNA) é o padrão para diagnóstico pré-operatório. O prognóstico é determinado pelo índice mitótico, tamanho do tumor e localização. O tratamento adjuvante com inibidores da tirosina quinase (Imatinibe) é indicado para pacientes com alto risco de recorrência após a cirurgia.

Perguntas Frequentes

O que define um tumor como GIST na imunoistoquímica?

O diagnóstico de GIST é confirmado pela positividade do marcador CD117 (proteína c-kit), presente em cerca de 95% dos casos. Este marcador identifica a origem do tumor nas células intersticiais de Cajal. Outros marcadores importantes incluem o DOG1 (Discovered on GIST 1), que é altamente sensível e útil em casos CD117 negativos, e o CD34. A diferenciação de outros tumores mesenquimais, como leiomiomas (desmina+) e schwannomas (S-100+), é fundamental.

Por que a localização na 4ª camada da parede gástrica sugere GIST?

A parede gástrica é dividida em camadas na ecoendoscopia. A 4ª camada corresponde à muscular própria, local de origem das células de Cajal, que são os precursores dos GISTs. Lesões hipoecogênicas originadas desta camada são altamente suspeitas de GIST, diferenciando-se de pólipos epiteliais (mucosa) ou lipomas (submucosa/3ª camada).

Qual a conduta para um GIST gástrico de 5 cm?

Para GISTs gástricos maiores que 2 cm ou com características de risco na ecoendoscopia, o tratamento de escolha é a ressecção cirúrgica. Como o GIST raramente apresenta metástases linfonodais, a linfadenectomia não é necessária. A cirurgia visa a ressecção completa (R0) com margens macroscópicas, podendo ser realizada gastrectomia em cunha ou parcial, dependendo da localização próxima ao piloro ou cárdia para evitar estenoses.

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