GIST: Diagnóstico, Localização e Marcadores Imunohistoquímicos

PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2025

Enunciado

Um homem de 62 anos foi encaminhado à clínica de cirurgia geral para avaliação adicional de dor abdominal crônica, distensão abdominal e saciedade precoce, que vinham piorando ao longo de vários meses. Ele era saudável anteriormente, exceto por hipertensão leve, controlada com metoprolol, e histórico de reparo de hérnia inguinal. Sua última colonoscopia de triagem, realizada há dois anos, foi negativa. Na revisão dos sistemas, ele revela fadiga significativa. Os resultados laboratoriais são consistentes com anemia leve. Uma tomografia computadorizada abdominal foi obtida por seu médico para avaliação adicional e revelou um grande tumor de origem gástrica.\n\nO tecido biopsiado é positivo para c-KIT (CD117) após coloração imuno-histoquímica. Qual das seguintes opções é verdadeira para esse tipo de tumor?

Alternativas

  1. A) O tumor estromal gastrointestinal surge mais comumente no estômago.
  2. B) Uma coloração positiva para c-KIT (CD117) é necessária para fazer o diagnóstico de GIST.
  3. C) O local mais comum de disseminação metastática é o peritônio.
  4. D) Todos os tumores com mais de 1 cm devem ser considerados potencialmente malignos.

Pérola Clínica

GIST = Tumor mesenquimal mais comum do TGI; 60% ocorrem no estômago.

Resumo-Chave

Os GISTs originam-se das células de Cajal e são caracterizados pela expressão da proteína KIT (CD117). O estômago é o sítio primário mais frequente, seguido pelo intestino delgado.

Contexto Educacional

O GIST revolucionou a oncologia molecular por ser o modelo de sucesso da terapia-alvo com inibidores de tirosina quinase (Imatinibe). A maioria desses tumores apresenta mutações ativadoras no gene KIT ou PDGFRA.\n\nEmbora o CD117 seja o marcador mais sensível e específico, o diagnóstico moderno também utiliza o DOG1 (Discovered On GIST 1), especialmente em casos KIT-negativos. O comportamento clínico varia de tumores indolentes a sarcomas agressivos com disseminação hematogênica, principalmente para o fígado, sendo a disseminação linfonodal extremamente rara.

Perguntas Frequentes

Qual a origem celular do GIST?

Os GISTs originam-se das células intersticiais de Cajal, que são os 'marcapassos' do trato gastrointestinal, responsáveis por coordenar a motilidade intestinal.

Onde o GIST é mais comumente encontrado?

O estômago é a localização mais comum (60%), seguido pelo intestino delgado (25-30%), cólon/reto (5%) e esôfago (<1%).

Todo GIST é maligno?

Atualmente, o termo 'benigno' foi abandonado. Todos os GISTs têm potencial maligno, que é estratificado com base no tamanho do tumor, índice mitótico e localização (estômago tem melhor prognóstico que intestino delgado para o mesmo tamanho).

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