SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025
O GIST, quando recidiva ou metastiza, compromete com mais frequência:
GIST recidiva/metástase → Fígado (mais comum) e Peritônio; linfonodos são raros.
O GIST dissemina-se preferencialmente por via hematogênica para o fígado ou por implante peritoneal, raramente acometendo cadeias linfonodais.
O GIST é o tumor mesenquimal mais comum do trato gastrointestinal, originando-se das células intersticiais de Cajal. Sua biologia é distinta dos carcinomas epiteliais, o que reflete em seu padrão de disseminação. A maioria dos casos expressa a proteína KIT (CD117). Na prática clínica, entender que o fígado é o principal alvo de metástases orienta não apenas o estadiamento inicial, mas todo o protocolo de vigilância. A ressecção cirúrgica com margens livres é o padrão-ouro para doença localizada, enquanto a terapia alvo revolucionou o manejo da doença avançada.
O fígado é o órgão mais frequentemente acometido por metástases hematogênicas no GIST, seguido pela cavidade peritoneal. Diferente dos adenocarcinomas, a disseminação para linfonodos é extremamente rara (menos de 5%), o que influencia a técnica cirúrgica, dispensando linfadenectomias extensas.
O seguimento é baseado em exames de imagem, preferencialmente Tomografia Computadorizada (TC) de abdome e pelve com contraste, focando na detecção precoce de lesões hepáticas ou implantes peritoneais, que são os locais de maior risco de recidiva após a ressecção primária.
O Imatinibe, um inibidor de tirosina quinase, é o tratamento de primeira linha para GIST metastático ou irressecável. Ele atua bloqueando a sinalização oncogênica dos receptores KIT ou PDGFRA, apresentando altas taxas de controle da doença e sobrevida.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo