SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2024
Só recentemente foi esclarecido que essa neoplasia constitui uma entidade bem definida, com sua origem a partir das células intersticiais de Cajal e da expressão da proteína C‑Kit. Ocorre, predominantemente, em indivíduos de meia idade (média em torno de sessenta anos de idade), sendo mais comuns no estômago (70%). A ressecção cirúrgica completa é o tratamento padrão, pois é a única modalidade capaz de proporcionar a cura. Considerando essas informações, assinale a alternativa que apresenta o tumor raro do trato gastrointestinal a que as características mencionadas estão relacionadas.
GIST = tumor de células de Cajal, C-Kit+, estômago (70%), ressecção cirúrgica curativa.
O GIST é o tumor mesenquimal mais comum do trato gastrointestinal, originado das células intersticiais de Cajal e caracterizado pela expressão da proteína C-Kit, sendo o estômago o local mais frequente.
O Tumor Estromal Gastrointestinal (GIST) é a neoplasia mesenquimal mais comum do trato gastrointestinal, representando uma entidade clinicamente e patologicamente distinta. Embora raro em comparação com adenocarcinomas, sua importância reside na sua biologia molecular única e na disponibilidade de terapias-alvo eficazes. Acomete predominantemente indivíduos de meia-idade, com uma média em torno dos sessenta anos, e tem o estômago como localização mais frequente (cerca de 70% dos casos). A origem do GIST foi esclarecida como sendo das células intersticiais de Cajal, que são células marcapasso do trato gastrointestinal. A característica molecular distintiva é a expressão da proteína C-Kit (CD117), um receptor de tirosina quinase, que está mutado na maioria dos GISTs (principalmente no gene KIT e, em menor proporção, no PDGFRA). Essas mutações levam à ativação constitutiva da via de sinalização, promovendo o crescimento tumoral. O diagnóstico é feito por biópsia e imuno-histoquímica, que demonstra positividade para C-Kit. O tratamento padrão para GIST localizado é a ressecção cirúrgica completa, que oferece a única chance de cura. A extensão da ressecção deve ser guiada pela localização e tamanho do tumor, visando margens negativas. Para tumores irressecáveis, metastáticos ou com alto risco de recorrência, a terapia com inibidores de tirosina quinase, como o imatinibe, revolucionou o prognóstico, transformando uma doença antes incurável em uma condição cronicamente controlável para muitos pacientes.
O GIST se origina das células intersticiais de Cajal, que são as células marcapasso do trato gastrointestinal, responsáveis pela motilidade. Essas células expressam a proteína C-Kit.
Patologicamente, o GIST é um tumor mesenquimal. Molecularmente, é caracterizado pela expressão da proteína C-Kit (CD117) e, na maioria dos casos, por mutações nos genes KIT ou PDGFRA, que são alvos terapêuticos.
Para GIST localizado, a ressecção cirúrgica completa é o tratamento padrão e a única modalidade potencialmente curativa. Em casos de alto risco ou irressecáveis, a terapia adjuvante ou neoadjuvante com inibidores de tirosina quinase, como o imatinibe, pode ser utilizada.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo