FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2023
Um paciente de 46 anos de idade procurou a emergência por sangramento nas fezes, sem outras queixas. Após exame proctológico, endoscopia digestiva alta e colonoscopia, todos negativos, o paciente realizou tomografia de abdome, que evidênciou lesão expansiva em contato com o intestino delgado. Com base nessa situação hipotética, é correto afirmar que mais provavelmente o tumor é um (a):
Sangramento digestivo obscuro + lesão em contato com intestino delgado na TC → suspeitar GIST.
Tumores Estromais Gastrointestinais (GIST) são os tumores mesenquimais mais comuns do trato gastrointestinal. Eles frequentemente se originam no intestino delgado e podem causar sangramento digestivo oculto ou manifesto, sendo uma causa importante de sangramento intestinal obscuro quando exames endoscópicos convencionais são negativos.
Os Tumores Estromais Gastrointestinais (GIST) são os tumores mesenquimais mais comuns do trato gastrointestinal, originando-se das células intersticiais de Cajal ou de seus precursores. Embora possam ocorrer em qualquer parte do TGI, são mais frequentes no estômago e intestino delgado. Sua importância clínica reside na capacidade de causar sangramento gastrointestinal, muitas vezes de origem obscura, quando exames endoscópicos convencionais não revelam a fonte. A fisiopatologia dos GISTs está ligada a mutações no gene KIT ou PDGFRA, que codificam receptores tirosina quinase. Clinicamente, podem se apresentar com sangramento (melena, enterorragia), dor abdominal, massa palpável ou sintomas de anemia. O diagnóstico é desafiador quando a lesão está no intestino delgado e não é visível em endoscopia/colonoscopia. A tomografia de abdome pode evidenciar a lesão expansiva, e exames como enteroscopia por cápsula ou enteroscopia de duplo balão são úteis para localizar a fonte do sangramento. O tratamento primário para GISTs ressecáveis é a cirurgia. Para tumores irressecáveis ou metastáticos, a terapia-alvo com inibidores de tirosina quinase, como o imatinibe, é a pedra angular do tratamento, devido à sua eficácia em bloquear as vias de sinalização ativadas pelas mutações KIT/PDGFRA. O prognóstico depende do tamanho do tumor, índice mitótico e localização.
GISTs podem ser assintomáticos ou causar sintomas como sangramento gastrointestinal (melena, enterorragia), dor abdominal, massa palpável, anemia e, em casos avançados, obstrução ou perfuração.
GISTs frequentemente se localizam no intestino delgado, uma área de difícil acesso para endoscopia e colonoscopia convencionais. Além disso, podem ulcerar e sangrar intermitentemente, levando a sangramento oculto ou manifesto.
Após endoscopia e colonoscopia negativas, a tomografia de abdome pode identificar a lesão. Outros exames incluem enteroscopia por cápsula, enteroscopia de duplo balão e biópsia guiada por endoscopia ou cirurgia para confirmação histopatológica e imuno-histoquímica (CD117, DOG1).
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