Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2026
Paciente de 58 anos, previamente hígido, apresenta episódio de hematêmese volumosa. Realizou endoscopia digestiva alta, conforme as imagens a seguir: O diagnóstico mais provável é:
Massa submucosa gástrica com umbilicação central + hemorragia digestiva → GIST.
O GIST é a neoplasia mesenquimal mais comum do trato digestivo. Origina-se das células intersticiais de Cajal e frequentemente se apresenta como lesão submucosa.
O Tumor Estromal Gastrointestinal (GIST) pode ocorrer em qualquer parte do tubo digestivo, sendo o estômago o local mais frequente (60%). Clinicamente, podem ser assintomáticos ou causar dor abdominal e sangramento (hematêmese ou melena) devido à ulceração da mucosa sobrejacente à massa submucosa. Na endoscopia, observa-se uma lesão protusa, lisa, recoberta por mucosa normal, às vezes com uma cratera central (umbilicação). O comportamento biológico varia de benigno a francamente maligno, dependendo do tamanho do tumor e do índice mitótico (Critérios de Fletcher/Miettinen). O advento dos inibidores da tirosina quinase, como o Imatinibe, revolucionou o tratamento de casos avançados ou metastáticos.
O GIST (Gastrointestinal Stromal Tumor) origina-se das células intersticiais de Cajal, que são os 'marcapassos' do trato gastrointestinal, localizadas no plexo mientérico entre as camadas musculares da parede intestinal.
Cerca de 95% dos GISTs expressam a proteína KIT (CD117), um receptor de tirosina quinase. Outro marcador importante é o DOG1 (Discovered on GIST 1), útil em casos CD117 negativos. A expressão de CD34 também é comum.
O tratamento de escolha para GISTs ressecáveis é a ressecção cirúrgica com margens livres (R0). Diferente do adenocarcinoma, não há necessidade de linfadenectomia de rotina, pois a disseminação linfática é rara; a via preferencial é hematogênica (fígado) ou peritoneal.
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