GIST: Diagnóstico e Características do Tumor Estromal

PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2025

Enunciado

Um homem de 62 anos foi encaminhado à clínica de cirurgia geral para avaliação adicional de dor abdominal crônica, distensão abdominal e saciedade precoce, que vinham piorando ao longo de vários meses. Ele era saudável anteriormente, exceto por hipertensão leve, controlada com metoprolol, e histórico de reparo de hérnia inguinal. Sua última colonoscopia de triagem, realizada há dois anos, foi negativa. Na revisão dos sistemas, ele revela fadiga significativa. Os resultados laboratoriais são consistentes com anemia leve. Uma tomografia computadorizada abdominal foi obtida por seu médico para avaliação adicional e revelou um grande tumor de origem gástrica. Qual das seguintes opções é verdadeira para tumores estromais gastrointestinais em geral?

Alternativas

  1. A) Como surgem da mucosa, são facilmente identificados na endoscopia.
  2. B) A ressecção cirúrgica é frequentemente apropriada para pacientes com GIST recorrente ou metastático.
  3. C) Esses tumores surgem das células musculares lisas da parede intestinal.
  4. D) O GIST tende a surgir como uma lesão solitária.

Pérola Clínica

GIST = Tumor mesenquimal submucoso (Células de Cajal) → Geralmente lesão solitária.

Resumo-Chave

Os GISTs são os tumores mesenquimais mais comuns do trato digestivo, originando-se das células de Cajal. Caracterizam-se por serem lesões solitárias, frequentemente exofíticas, com diagnóstico imunohistoquímico via CD117.

Contexto Educacional

O GIST representa uma mudança de paradigma na oncologia devido à sua resposta dramática à terapia molecular. A identificação da mutação no receptor c-KIT permitiu o uso do Imatinibe, transformando o prognóstico de doenças anteriormente fatais. Na prática cirúrgica, a manipulação cuidadosa do tumor é essencial para evitar a ruptura da cápsula tumoral, o que está associado a um altíssimo risco de disseminação peritoneal.

Perguntas Frequentes

Qual a origem celular do GIST?

Os GISTs originam-se das Células Intersticiais de Cajal (CIC), que são os 'marcapassos' do trato gastrointestinal, responsáveis pela coordenação da motilidade intestinal. Elas estão localizadas no plexo mioentérico, entre as camadas musculares da parede intestinal. A maioria desses tumores apresenta mutações ativadoras no gene KIT (CD117) ou, menos frequentemente, no gene PDGFRA, o que leva à proliferação celular descontrolada.

Como o GIST se apresenta na endoscopia e imagem?

Diferente dos adenocarcinomas que surgem da mucosa, o GIST é um tumor submucoso. Na endoscopia, aparece como uma massa protuberante coberta por mucosa normal (a menos que haja ulceração por pressão). Na tomografia computadorizada, manifesta-se tipicamente como uma lesão solitária, bem circunscrita, muitas vezes com crescimento exofítico (para fora da luz do órgão) e realce heterogêneo pelo contraste.

Qual o tratamento padrão para o GIST?

O tratamento primário para GISTs localizados e ressecáveis é a cirurgia, visando a ressecção completa (R0) com margens livres. Diferente do câncer gástrico epitelial, a linfadenectomia extensa não é necessária, pois a disseminação linfática é rara. Para tumores irressecáveis, metastáticos ou de alto risco de recorrência, utiliza-se a terapia alvo com inibidores da tirosina quinase, como o Imatinibe.

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