GIST: Genética e Marcadores Moleculares

UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2024

Enunciado

O tumor estromal gastrointestinal (GIST) é o sarcoma de partes moles visceral mais frequente. Sua alteração molecular mais comum é a mutação no gene:

Alternativas

  1. A) KIT.
  2. B) APC.
  3. C) MYC.
  4. D) K-RAS.

Pérola Clínica

GIST = Mutação no gene KIT (CD117) em >80% dos casos. Alvo terapêutico: Imatinibe.

Resumo-Chave

O GIST origina-se das células intersticiais de Cajal. A mutação oncogênica no gene KIT causa ativação constitutiva de receptores tirosina-quinase.

Contexto Educacional

O Tumor Estromal Gastrointestinal (GIST) é a neoplasia mesenquimal mais comum do trato digestivo, surgindo predominantemente no estômago (60%) e intestino delgado (30%). Diferente dos carcinomas, ele se origina das células intersticiais de Cajal, responsáveis pelo marcapasso da motilidade intestinal. O advento dos inibidores de tirosina-quinase revolucionou o tratamento do GIST metastático ou irressecável, transformando uma doença antes resistente à quimioterapia convencional em um modelo de sucesso da medicina de precisão oncológica.

Perguntas Frequentes

Qual a importância do gene KIT no GIST?

O gene KIT codifica um receptor tirosina-quinase transmembrana (CD117). Em cerca de 80-85% dos GISTs, ocorre uma mutação de ganho de função nesse gene, levando à sinalização celular descontrolada e proliferação tumoral. A detecção da expressão da proteína KIT por imuno-histoquímica é o padrão-ouro para o diagnóstico histopatológico desses tumores.

Existem GISTs sem mutação no gene KIT?

Sim. Cerca de 5-10% dos GISTs apresentam mutações no gene PDGFRA (receptor alfa do fator de crescimento derivado de plaquetas), que também é uma tirosina-quinase. Uma pequena porcentagem é classificada como 'wild-type' para KIT e PDGFRA, podendo estar associada a outras alterações, como deficiência da succinato desidrogenase (SDH).

Como a genética influencia o tratamento do GIST?

A identificação das mutações é crucial para a terapia alvo. O imatinibe, um inibidor de tirosina-quinase, é altamente eficaz em pacientes com mutações no KIT (especialmente no éxon 11). Algumas mutações, como a D842V no PDGFRA, conferem resistência ao imatinibe, exigindo o uso de outras drogas como o avapritinibe.

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