HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2020
Homem, 55 anos, consulta por dor epigástrica e perda de peso. Avaliação com endoscopia digestiva alta revela lesão submucosa de 5 cm de diâmetro localizada no corpo do estômago. Tomografia computadorizada de abdome sugere fortemente o diagnóstico de tumor do estroma gastrointestinal. Em relação a esse caso, afirma-se: I. Biópsia percutânea orientada por tomografia está indicada para confirmar o diagnóstico.II. A localização desse tumor no estômago confere um melhor prognóstico, quando comparadas a lesões localizadas no intestino delgado. III. Os dois principais fatores para avaliar o potencial maligno dos tumores do estroma gastrointestinal são o tamanho da lesão e a presença de linfonodos comprometidos. Está/Estão correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)
GIST gástrico tem melhor prognóstico que intestinal; biópsia percutânea geralmente contraindicada; prognóstico = tamanho + índice mitótico.
Tumores do estroma gastrointestinal (GIST) gástricos têm um prognóstico mais favorável que os intestinais. A biópsia percutânea é geralmente evitada devido a riscos. Os principais fatores prognósticos são o tamanho da lesão e o índice mitótico, não o comprometimento linfonodal.
Os Tumores do Estroma Gastrointestinal (GIST) são os tumores mesenquimais mais comuns do trato gastrointestinal, originando-se das células intersticiais de Cajal. Eles são frequentemente descobertos incidentalmente ou em pacientes com sintomas inespecíficos como dor epigástrica, sangramento ou perda de peso. O diagnóstico é sugerido por exames de imagem e endoscopia, que revelam lesões submucosas. A confirmação diagnóstica do GIST é crucial, mas a abordagem da biópsia deve ser cuidadosa. Biópsias percutâneas são geralmente evitadas devido ao risco de sangramento e possível disseminação tumoral. A biópsia endoscópica por ultrassom com agulha fina (USE-FNA) é a técnica preferencial, permitindo a coleta de material para análise histopatológica e imuno-histoquímica (CD117, DOG1, CD34), que são essenciais para o diagnóstico definitivo. O prognóstico dos GISTs é determinado principalmente pelo tamanho do tumor e pelo índice mitótico. Tumores maiores e com alto índice mitótico têm maior potencial maligno. A localização também é um fator importante, com GISTs gástricos geralmente apresentando um prognóstico mais favorável em comparação com os localizados no intestino delgado, que tendem a ser mais agressivos. O comprometimento linfonodal é raro e não é um fator prognóstico primário para GISTs, diferentemente de outros adenocarcinomas gastrointestinais.
A biópsia endoscópica por ultrassom com agulha fina (USE-FNA) é a abordagem preferencial para GISTs, pois permite a coleta de tecido com menor risco de sangramento e disseminação, além de avaliar a profundidade da lesão.
Os dois principais fatores prognósticos para GIST são o tamanho do tumor e o índice mitótico (número de mitoses por 50 campos de grande aumento), que juntos estratificam o risco de progressão e metástase.
GISTs gástricos geralmente apresentam um comportamento biológico menos agressivo e um menor risco de metástase em comparação com GISTs localizados no intestino delgado, que tendem a ter um índice mitótico mais alto e maior potencial maligno.
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