HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2021
Lactente, sexo feminino, 18 meses, é levada ao hospital pela mãe, que observou há três meses aumento de volume abdominal, pelos pubianos e acne em face. Exame físico: bom estado geral, acne facial, PA: 90 x 50 mm Hg, pelos pubianos encaracolados e hipertrofia de clitóris. Abdômen: massa palpável em loja renal esquerda. A hipótese diagnóstica é:
Lactente feminina, virilização + massa abdominal → Tumor de córtex suprarrenal.
A presença de sinais de virilização (pelos pubianos, acne, hipertrofia de clitóris) em uma lactente, associada a uma massa abdominal palpável, é altamente sugestiva de um tumor produtor de andrógenos. O tumor do córtex suprarrenal é a principal hipótese, pois pode secretar hormônios sexuais em excesso, levando à puberdade precoce periférica e virilização.
A puberdade precoce e os sinais de virilização em lactentes e crianças pequenas são condições que exigem investigação imediata, pois podem indicar a presença de tumores produtores de hormônios ou outras endocrinopatias graves. A apresentação clínica com aumento de volume abdominal e sinais de virilização, como pelos pubianos e hipertrofia de clitóris, é um cenário desafiador e crítico na pediatria. A fisiopatologia da virilização precoce em meninas geralmente envolve a produção excessiva de andrógenos. No caso de um tumor do córtex suprarrenal, as células tumorais perdem o controle regulatório e secretam grandes quantidades de precursores de andrógenos, como a deidroepiandrosterona (DHEA) e a testosterona, levando ao desenvolvimento de características sexuais secundárias masculinas. A massa abdominal palpável sugere a localização do tumor. O diagnóstico diferencial de massa abdominal em lactentes inclui Tumor de Wilms (nefroblastoma), Neuroblastoma e Rabdomiossarcoma, mas a presença de virilização direciona fortemente para uma etiologia adrenal. A confirmação diagnóstica envolve exames laboratoriais para dosagem hormonal (testosterona, DHEA-S, 17-hidroxiprogesterona) e exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética abdominal para localizar e caracterizar a massa. O tratamento é cirúrgico, com prognóstico que depende do tipo e estágio do tumor.
Sinais de virilização em meninas incluem hirsutismo (crescimento excessivo de pelos em locais tipicamente masculinos), acne, aumento da massa muscular, engrossamento da voz e hipertrofia de clitóris.
A diferenciação se dá pela presença de sinais de hiperandrogenismo (virilização, puberdade precoce periférica) associados à massa. Exames laboratoriais (níveis de andrógenos, 17-hidroxiprogesterona) e de imagem (TC ou RM abdominal) são cruciais para confirmar a origem adrenal e caracterizar a massa.
As causas de puberdade precoce periférica em meninas incluem tumores adrenais (produtores de andrógenos), tumores ovarianos (produtores de estrogênios), cistos ovarianos funcionais e a síndrome de McCune-Albright. É importante diferenciá-la da puberdade precoce central.
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