Fundhacre - Fundação Hospital Estadual do Acre — Prova 2015
Uma criança de cinco anos de idade chega ao posto de atendimento acompanhada da avó com a queixa principal de cefaleia e vômitos. Quais sinais/sintomas que sugerem a hipótese diagnóstica de tumor cerebral?
Cefaleia + vômitos + sinais neurológicos focais (estrabismo, alteração marcha) em criança → suspeitar tumor cerebral.
A cefaleia e vômitos em crianças com tumor cerebral são frequentemente causados por hipertensão intracraniana. Sinais focais como estrabismo ou alterações da marcha indicam envolvimento neurológico específico e são cruciais para a suspeita diagnóstica, diferenciando de causas benignas de cefaleia.
Tumores cerebrais são a segunda neoplasia mais comum na infância, superados apenas pelas leucemias, e a principal causa de morte por câncer em crianças. O diagnóstico precoce é crucial para melhorar o prognóstico e reduzir sequelas neurológicas. A apresentação clínica é variada e depende da localização e tamanho do tumor, mas a suspeita deve surgir diante de sintomas neurológicos persistentes ou progressivos. A fisiopatologia dos sintomas está frequentemente ligada ao aumento da pressão intracraniana (PIC) devido ao efeito de massa do tumor ou à obstrução do fluxo liquórico, resultando em hidrocefalia. Sinais como cefaleia, vômitos (especialmente matinais e em jato), papiledema e alterações do nível de consciência são indicativos de PIC elevada. Sinais focais, como estrabismo, ataxia (marcha claudicante), paresias ou convulsões, apontam para a localização específica do tumor. O tratamento envolve cirurgia, radioterapia e quimioterapia, dependendo do tipo histológico e da localização do tumor. A abordagem multidisciplinar é fundamental. Residentes devem estar atentos aos "red flags" neurológicos em crianças, pois o atraso diagnóstico pode levar a danos neurológicos irreversíveis e piora do prognóstico.
Sinais de alerta incluem cefaleia progressiva, vômitos matinais, alterações visuais (estrabismo, diplopia), mudanças de comportamento, convulsões, e déficits neurológicos focais como alterações da marcha ou fraqueza.
Esses sintomas são frequentemente decorrentes do aumento da pressão intracraniana (PIC) causado pelo tumor, que pode obstruir o fluxo liquórico e levar à hidrocefalia.
A cefaleia por tumor cerebral tende a ser progressiva, piorar pela manhã, associar-se a vômitos sem náuseas e apresentar sinais neurológicos focais ou papiledema, diferentemente das cefaleias benignas.
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