PMF - Prefeitura Municipal de Franca (SP) — Prova 2021
Um pré-escolar, 4 anos de idade, sexo masculino é levado ao pronto-socorro com história de cefaleia recorrente, vômitos e alteração do comportamento, caracterizada por irritabilidade há cerca de 20 dias. No exame físico, o paciente é pouco cooperativo, FC: 60 bpm, PA: 140x90 mmHg. A hipótese diagnóstica mais provável.
Cefaleia, vômitos, irritabilidade + bradicardia/hipertensão em pré-escolar → suspeitar HIC por tumor cerebral.
A tríade de cefaleia, vômitos e alteração do comportamento, especialmente quando acompanhada de bradicardia e hipertensão (reflexo de Cushing), é altamente sugestiva de hipertensão intracraniana em crianças. Tumores cerebrais são uma causa importante e devem ser investigados prontamente.
Tumores cerebrais são a segunda neoplasia mais comum na infância, superados apenas pelas leucemias, e a principal causa de morte por câncer em crianças. O diagnóstico precoce é crucial para melhorar o prognóstico, mas os sintomas iniciais podem ser inespecíficos, dificultando a identificação. A apresentação clínica varia com a idade da criança e a localização do tumor, mas a hipertensão intracraniana é uma complicação comum e grave. A hipertensão intracraniana (HIC) em crianças manifesta-se por cefaleia, vômitos (geralmente matinais e em jato), e alterações do comportamento, como irritabilidade ou sonolência. Sinais vitais como bradicardia e hipertensão arterial (reflexo de Cushing) são indicativos de HIC avançada e iminente herniação cerebral, configurando uma emergência médica. O exame físico neurológico detalhado, incluindo avaliação de papiledema, é fundamental. O manejo inicial de um paciente com suspeita de tumor cerebral e HIC visa estabilizar o quadro e realizar exames de imagem, como tomografia computadorada ou ressonância magnética, para confirmar o diagnóstico e planejar a intervenção cirúrgica. A descompressão cirúrgica é frequentemente necessária para aliviar a pressão e obter material para biópsia. O tratamento definitivo envolve cirurgia, radioterapia e/ou quimioterapia, dependendo do tipo histológico e estágio do tumor.
Os sinais de alerta incluem cefaleia persistente, vômitos recorrentes (especialmente matinais), alterações de comportamento, déficits neurológicos focais e, em lactentes, aumento do perímetro cefálico e abaulamento da fontanela.
A tríade de Cushing consiste em bradicardia, hipertensão arterial e alterações respiratórias. Em pediatria, sua presença indica hipertensão intracraniana grave e iminente herniação cerebral, sendo um sinal de emergência.
A cefaleia por tumor cerebral frequentemente é progressiva, piora com o tempo, é acompanhada de vômitos (sem náuseas), alterações neurológicas focais ou sistêmicas (como irritabilidade, bradicardia, hipertensão) e não responde a analgésicos comuns.
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