GIST Gástrico: Diagnóstico Imuno-histoquímico e Tratamento

HSD - Hospital São Domingos (MA) — Prova 2021

Enunciado

Paciente apresentando endoscopia digestiva alta com abaulamento, sem comprometimento da mucosa em antro gástrico e ecoendoscopia que sugere tratar-se de um GIST gástrico (Tumor de Células Estromais). O critério diagnóstico imuno histoquímico mais específico e o tratamento mais adequado são:

Alternativas

  1. A) Oncogene HER2 positivo e gastrectomia subtotal com linfadenectomia D2.
  2. B) Oncogene CD 117 positivo e gastrectomia subtotal.
  3. C) Oncogene c-KIT positivo e gastrectomia em cunha.
  4. D) Oncogene PDGFR-alpha e gastrectomia em cunha.
  5. E) Oncogene c-KIT positivo e gastrectomia subtotal com linfadenectomia D2.

Pérola Clínica

GIST: Diagnóstico imuno-histoquímico = CD117 (c-KIT) positivo; Tratamento = ressecção cirúrgica (gastrectomia em cunha).

Resumo-Chave

O GIST (Tumor de Células Estromais Gastrointestinais) é um tumor mesenquimal do trato gastrointestinal. Seu diagnóstico imuno-histoquímico mais específico é a positividade para CD117 (receptor c-KIT). O tratamento de escolha para GIST gástrico localizado é a ressecção cirúrgica com margens livres, frequentemente uma gastrectomia em cunha, sem necessidade de linfadenectomia extensa.

Contexto Educacional

O Tumor de Células Estromais Gastrointestinais (GIST) é o tumor mesenquimal mais comum do trato gastrointestinal, originando-se das células intersticiais de Cajal ou de seus precursores. Sua apresentação clínica pode variar, mas frequentemente se manifesta como uma massa submucosa, detectada por endoscopia digestiva alta e melhor caracterizada por ecoendoscopia. O diagnóstico diferencial com outras lesões submucosas é crucial. A fisiopatologia do GIST está intrinsecamente ligada a mutações ativadoras nos genes que codificam as tirosina quinases c-KIT (CD117) ou PDGFRα. Por isso, o critério diagnóstico imuno-histoquímico mais específico e amplamente utilizado é a positividade para CD117 (c-KIT). A identificação dessas mutações é fundamental não apenas para o diagnóstico, mas também para a escolha terapêutica, especialmente no uso de inibidores de tirosina quinase. O tratamento primário para GISTs localizados e ressecáveis é a cirurgia. Para GISTs gástricos, a ressecção em cunha (gastrectomia em cunha) com margens livres é o procedimento de escolha, pois GISTs raramente metastatizam para linfonodos, tornando a linfadenectomia extensa desnecessária. A terapia adjuvante com Imatinibe pode ser considerada em casos de alto risco de recorrência, baseada em fatores como tamanho do tumor, índice mitótico e localização.

Perguntas Frequentes

Qual a importância do CD117 (c-KIT) no diagnóstico de GIST?

O CD117, ou receptor c-KIT, é o marcador imuno-histoquímico mais específico para GIST, sendo positivo na maioria dos casos. Sua identificação é crucial para confirmar o diagnóstico e guiar o tratamento, especialmente com inibidores de tirosina quinase.

Por que a linfadenectomia extensa não é indicada para GIST gástrico?

GISTs raramente apresentam metástases linfonodais. A disseminação é geralmente hematogênica ou por contiguidade. Portanto, a linfadenectomia extensa, como a D2, não oferece benefício oncológico e aumenta a morbidade cirúrgica.

Quando o tratamento com inibidores de tirosina quinase é indicado para GIST?

Inibidores de tirosina quinase, como o Imatinibe, são indicados para GISTs irressecáveis, metastáticos, ou como terapia adjuvante em tumores de alto risco após a ressecção cirúrgica, visando inibir as mutações de c-KIT ou PDGFRα.

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