SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024
A pancreatectomia corpo caudal com esplenectomia em caráter eletivo é a cirurgia de escolha para o tratamento da seguinte patologia:
Tumor em corpo ou cauda de pâncreas → Pancreatectomia Distal + Esplenectomia.
A pancreatectomia corpo-caudal com esplenectomia é o procedimento padrão para neoplasias malignas ou potencialmente malignas da porção distal do pâncreas, visando radicalidade oncológica.
O pâncreas é dividido anatomicamente em cabeça, processo uncinado, colo, corpo e cauda. Enquanto os tumores de cabeça frequentemente se manifestam com icterícia obstrutiva precoce, os tumores de corpo e cauda costumam ser silenciosos, sendo diagnosticados em estágios mais avançados. A pancreatectomia distal envolve a ressecção do parênquima pancreático à esquerda da veia mesentérica superior/veia porta. A inclusão da esplenectomia no bloco cirúrgico é o padrão oncológico para o adenocarcinoma, permitindo a remoção de linfonodos regionais e garantindo margens negativas. Complicações como a fístula pancreática pós-operatória são riscos inerentes ao manejo do coto pancreático remanescente.
A esplenectomia é realizada para garantir a linfadenectomia completa dos linfonodos do hilo esplênico e ao longo da artéria esplênica (cadeias 10 e 11), que são sítios frequentes de metástases linfonodais em tumores de corpo e cauda.
As principais indicações incluem o adenocarcinoma de pâncreas (corpo/cauda), neoplasias císticas (como neoplasia mucinosa cística e IPMN), tumores neuroendócrinos e, raramente, trauma ou pancreatite crônica localizada.
Sim, a técnica de Warshaw ou a preservação dos vasos esplênicos permite manter o baço, mas isso é geralmente reservado para patologias benignas ou de baixo grau de malignidade, onde a linfadenectomia radical não é mandatória.
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