INCA - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (RJ) — Prova 2021
Mulher, 35 anos foi submetida à apendicectomia sem intercorrências. O histopatológico mostrou ser um tumor carcinoide com 1,5cm e infiltração linfovascular. A conduta mais adequada, para esta paciente, é:
Tumor carcinoide apendicular >1cm OU com invasão linfovascular → Hemicolectomia direita.
Tumores carcinoides do apêndice com características de alto risco, como tamanho >2 cm (ou >1 cm com outros fatores), invasão linfovascular ou mesentérica, ou margens positivas, requerem uma ressecção mais ampla (hemicolectomia direita) devido ao risco de metástase linfonodal.
Os tumores carcinoides do apêndice são as neoplasias apendiculares mais comuns, geralmente descobertos incidentalmente após apendicectomia. Embora a maioria seja pequena e de baixo grau, a avaliação histopatológica detalhada é crucial para determinar a necessidade de tratamento adicional. A incidência é baixa, mas sua importância reside na potencial malignidade e na necessidade de estratificação de risco para guiar a conduta. O diagnóstico é histopatológico. Fatores como tamanho do tumor (>2 cm é um consenso, mas >1 cm já levanta alerta), invasão linfovascular ou mesentérica, localização na base do apêndice e margens cirúrgicas positivas são indicadores de maior risco de metástase. A presença desses fatores sugere que a apendicectomia simples pode não ser suficiente para a cura. A conduta para tumores carcinoides apendiculares de alto risco, como o caso da questão com 1,5 cm e infiltração linfovascular, é a hemicolectomia direita. Esta cirurgia visa remover os linfonodos regionais e garantir margens livres, melhorando o prognóstico. O acompanhamento pós-operatório deve ser individualizado, considerando o estadiamento final e a presença de doença residual.
A hemicolectomia direita é indicada para tumores carcinoides apendiculares com tamanho >2 cm, invasão linfovascular ou mesentérica, margens cirúrgicas positivas, localização na base do apêndice ou tumores com características histológicas agressivas.
A invasão linfovascular é um fator de risco significativo para metástase linfonodal e à distância, indicando um prognóstico menos favorável e a necessidade de uma ressecção mais agressiva para melhorar as chances de cura.
É um tipo de neoplasia neuroendócrina que se origina nas células enterocromafins do apêndice. Geralmente são indolentes, mas podem ser malignos dependendo de características como tamanho, invasão e índice mitótico.
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