Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2024
Paciente masculino, 52 anos, queixando-se de dor abdominal de início há 5 dias, associada à hiporexia, náuseas e febre. Há 1 dia apresentou piora da dor que o fez procurar atendimento médico. Ao exame físico: regular estado geral, taquicárdico, corado, hidratado, eupneico. Abdome doloroso difusamente, mais localizado em fossa ilíaca direita, sem sinais de irritação peritoneal. Estável hemodinamicamente. Realizou a tomografia de abdome abaixo. Além da principal hipótese de apendicite aguda, houve suspeita de processo neoplásico do apêndice cecal. Assinale a alternativa com a principal hipótese diagnóstica.
Suspeita de tumor apendicular + apendicite aguda → pensar em tumor carcinoide, o mais comum do apêndice.
Diante de um quadro de apendicite aguda com suspeita de processo neoplásico do apêndice cecal na tomografia, o tumor carcinoide (tumor neuroendócrino) é a principal hipótese diagnóstica. É o tumor apendicular mais comum, frequentemente descoberto incidentalmente durante apendicectomia.
O apêndice cecal, embora mais conhecido por sua inflamação aguda (apendicite), pode ser sede de diversas neoplasias, sendo o tumor carcinoide (ou tumor neuroendócrino) o mais prevalente. Esses tumores são geralmente pequenos, de crescimento lento e frequentemente descobertos incidentalmente durante apendicectomias realizadas por suspeita de apendicite aguda, como no caso apresentado. A compreensão de sua apresentação e manejo é crucial para residentes de cirurgia. Clinicamente, a maioria dos tumores carcinoides apendiculares é assintomática. Quando sintomáticos, podem mimetizar a apendicite aguda devido à obstrução da luz apendicular, causando dor abdominal em fossa ilíaca direita, náuseas e febre. Em casos raros, com metástases hepáticas extensas, podem causar a síndrome carcinoide, caracterizada por flushing, diarreia e broncoespasmo, devido à liberação de substâncias vasoativas. O diagnóstico pré-operatório de um tumor apendicular é desafiador. A tomografia de abdome pode levantar a suspeita ao identificar um apêndice espessado ou uma massa, mas o diagnóstico definitivo é histopatológico após a ressecção. O tratamento depende do tamanho do tumor, localização e presença de invasão ou metástases, variando de apendicectomia simples a hemicolectomia direita.
O tumor carcinoide, ou tumor neuroendócrino, é o tipo de neoplasia mais comum do apêndice cecal, respondendo por cerca de 80% dos casos.
Frequentemente, tumores apendiculares são assintomáticos e descobertos incidentalmente. No entanto, podem causar sintomas de apendicite aguda devido à obstrução da luz apendicular, ou, raramente, síndrome carcinoide em casos metastáticos.
A tomografia pode revelar achados sugestivos de neoplasia apendicular, como espessamento focal do apêndice, massa apendicular ou linfonodomegalia regional, auxiliando no diagnóstico diferencial da apendicite aguda.
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