SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2023
Leia o caso clínico. Paciente do sexo feminino, com 46 anos submetida à apendicectomia videolaparoscópica por quadro de apendicite aguda. Retorna no décimo quinto dia pósoperatório, com resultado de histopatológico, revelando tumor carcinoide de apêndice, com 1,3 cm. Qual deverá ser a conduta eletiva?
Tumor carcinoide apendicular < 2 cm, sem invasão mesoapêndice/margens, após apendicectomia → Observação clínica.
Tumores carcinoides de apêndice com menos de 2 cm, sem invasão da base apendicular ou do mesoapêndice, e sem evidência de doença metastática, geralmente têm um excelente prognóstico e a apendicectomia simples é curativa, não necessitando de reabordagem cirúrgica mais extensa.
Tumores carcinoides de apêndice são as neoplasias mais comuns do apêndice, representando cerca de 1 em cada 300 apendicectomias. São geralmente descobertos incidentalmente em exames histopatológicos após apendicectomia por apendicite aguda. A maioria é de baixo grau e tem um prognóstico excelente, sendo a apendicectomia curativa na grande maioria dos casos. A decisão de uma conduta mais agressiva, como a hemicolectomia direita, depende de fatores prognósticos. Tumores menores que 2 cm, sem invasão do mesoapêndice, sem invasão da base apendicular e com margens cirúrgicas livres, geralmente não requerem reabordagem. A invasão do mesoapêndice é um fator crítico, pois indica maior risco de disseminação linfática. Para tumores maiores que 2 cm, com invasão do mesoapêndice, margens cirúrgicas positivas, ou subtipos histológicos agressivos (como carcinoma de células caliciformes), a hemicolectomia direita com linfadenectomia é geralmente recomendada devido ao maior risco de metástases e recorrência. O acompanhamento clínico é crucial para todos os pacientes.
Tumores carcinoides de apêndice com menos de 2 cm, sem invasão da base apendicular ou do mesoapêndice, e com margens livres, geralmente podem ser apenas observados após apendicectomia.
A hemicolectomia direita é indicada para tumores maiores que 2 cm, com invasão da base apendicular ou do mesoapêndice, margens comprometidas, ou em casos de subtipos histológicos agressivos e metástases.
O prognóstico é influenciado principalmente pelo tamanho do tumor, profundidade da invasão (especialmente se atinge o mesoapêndice), status das margens cirúrgicas, grau de diferenciação e presença de metástases.
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