Santa Casa de Barra Mansa (RJ) — Prova 2021
Durante ambulatório de pós-operatório, você recebe um paciente do sexo masculino, de 40 anos, submetido à apendicectomia laparoscópica há 25 dias. Retorna em consulta de rotina, sem queixas, para avaliação clínica e o exame anátomo patológico evidencia apêndice cecal com sinais inflamatórios e, na ponta do apêndice presença de um tumor carcinóide medindo cerca de 1 cm de extensão. Qual a conduta deve ser realizada para esse paciente:
Tumor carcinoide apendicular < 2 cm, sem invasão mesoapêndice e margens livres → apendicectomia é curativa.
Tumores carcinoides de apêndice com menos de 2 cm, localizados na ponta, sem invasão do mesoapêndice e com margens cirúrgicas livres, geralmente são considerados curados pela apendicectomia simples. A reabordagem cirúrgica, como a hemicolectomia direita, é reservada para casos com características de alto risco.
O tumor carcinoide de apêndice, também conhecido como neoplasia neuroendócrina apendicular, é o tumor mais comum do apêndice cecal, embora seja raro. Geralmente, é um achado incidental durante uma apendicectomia realizada por apendicite aguda. A importância clínica reside na sua potencial malignidade, mas a maioria dos casos tem um prognóstico excelente. A fisiopatologia envolve a proliferação de células neuroendócrinas no apêndice. O diagnóstico é histopatológico, após a ressecção cirúrgica. A suspeita clínica pré-operatória é rara, sendo a apendicite aguda a principal indicação para a cirurgia. A avaliação do laudo anatomopatológico é crucial para definir a conduta. O tratamento e o prognóstico dependem de fatores como tamanho do tumor, localização, invasão do mesoapêndice e status das margens cirúrgicas. Tumores menores que 2 cm, localizados na ponta, sem invasão do mesoapêndice e com margens livres, são considerados curados pela apendicectomia simples. Nesses casos, não há necessidade de terapia adicional ou reabordagem cirúrgica, como a hemicolectomia direita.
Os principais fatores prognósticos incluem o tamanho do tumor (maior que 2 cm), invasão do mesoapêndice, margens cirúrgicas comprometidas, localização na base do apêndice e presença de invasão linfovascular.
A apendicectomia é considerada curativa para tumores carcinoides de apêndice menores que 2 cm, localizados na ponta, sem invasão do mesoapêndice e com margens cirúrgicas livres.
A hemicolectomia direita é indicada para tumores maiores que 2 cm, com invasão do mesoapêndice, margens cirúrgicas comprometidas, localização na base do apêndice ou evidência de metástases.
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