UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2020
Paciente masculino, 45 anos, em avaliação pós-operatória de apendicectomia, vem à consulta de rotina, sem queixas, para avaliação do exame anatomopatológico, que demonstrou peça cirúrgica de 2,8 cm de diâmetro, com atipia celular mínima envolvendo a base do apêndice e diagnóstico de tumor carcinoide. Assinale a opção que indica a conduta para esse paciente.
Tumor carcinoide de apêndice > 2 cm OU base envolvida OU atipia/invasão → Hemicolectomia direita.
Tumores carcinoides do apêndice com tamanho > 2 cm, envolvimento da base do apêndice, invasão do mesoapêndice, margens cirúrgicas comprometidas, atipia celular ou alto índice mitótico, ou linfonodos positivos, geralmente requerem hemicolectomia direita para garantir ressecção completa e avaliar linfonodos regionais.
O tumor carcinoide do apêndice é o tumor mais comum do apêndice, representando uma forma de tumor neuroendócrino (TNE). Geralmente, são descobertos incidentalmente durante uma apendicectomia por apendicite aguda. A maioria é pequena e tem um bom prognóstico, mas a conduta pós-operatória depende de características patológicas específicas, sendo um tópico relevante para cirurgiões e patologistas. A fisiopatologia desses tumores envolve a proliferação de células neuroendócrinas no apêndice. O diagnóstico é histopatológico. A decisão sobre a necessidade de uma ressecção mais extensa (hemicolectomia direita) é guiada por fatores prognósticos, como tamanho do tumor (>2 cm), envolvimento da base do apêndice, invasão do mesoapêndice, atipia celular, alto índice mitótico, invasão linfovascular e presença de metástases. Para tumores pequenos (<1 cm) e sem fatores de risco, a apendicectomia simples é curativa. No entanto, para tumores maiores que 2 cm, com envolvimento da base, margens positivas, invasão do mesoapêndice ou atipia, a hemicolectomia direita é a conduta recomendada para garantir a ressecção oncológica completa e a avaliação dos linfonodos regionais, melhorando o prognóstico do paciente.
Os fatores de risco incluem tamanho do tumor maior que 2 cm, envolvimento da base do apêndice ou margens cirúrgicas positivas, invasão do mesoapêndice, atipia celular ou alto índice mitótico, e presença de metástases linfonodais ou à distância.
Tumores menores que 1 cm, sem outros fatores de risco, geralmente são tratados adequadamente com apendicectomia simples. Tumores entre 1 e 2 cm são uma zona cinzenta, mas tumores maiores que 2 cm têm um risco significativamente maior de metástase e geralmente exigem hemicolectomia direita.
O envolvimento da base do apêndice indica que a ressecção inicial (apendicectomia) pode não ter sido completa, deixando células tumorais residuais. Além disso, a proximidade com o ceco e a vascularização regional aumenta o risco de disseminação e metástase, justificando uma ressecção mais ampla.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo