ENARE/ENAMED — Prova 2025
Um paciente de 35 anos foi submetido a apendicectomia videolaparoscópica por diagnóstico de apendicite aguda. Durante o intraoperatório, foi visto tumor de ponta de apêndice, cujo resultado histopatológico foi tumor carcinoide de 1,5 cm com margens livres de doença neoplásica. A melhor conduta nesse caso é:
Carcinoide de apêndice < 1cm ou 1-2cm na ponta sem invasão → Apendicectomia é curativa.
A maioria dos tumores carcinoides do apêndice é tratada apenas com apendicectomia. A hemicolectomia direita reserva-se para tumores > 2cm ou com critérios de agressividade.
Os tumores neuroendócrinos (carcinoides) são as neoplasias mais comuns do apêndice cecal, frequentemente descobertos em exames histopatológicos após apendicectomias por apendicite aguda. O prognóstico é geralmente excelente. A decisão cirúrgica baseia-se no risco de metástase linfonodal. Tumores < 1 cm têm risco quase nulo. Entre 1-2 cm, o risco é baixo, a menos que existam fatores de risco como invasão profunda do mesoapêndice (>3mm), histologia de células caliciformes ou localização na base apendicular que comprometa a margem cecal.
Tumores maiores que 2 cm têm indicação formal de hemicolectomia direita. Tumores entre 1 e 2 cm podem exigir a ampliação se houver invasão do mesoapêndice, localização na base ou alto índice mitótico.
Não, se o tumor estiver na ponta, tiver menos de 2 cm e as margens da apendicectomia estiverem livres, a cirurgia inicial é considerada suficiente e o paciente segue para observação clínica.
Cerca de 70% a 80% desses tumores localizam-se na ponta do apêndice, o que favorece o prognóstico e o tratamento apenas com a apendicectomia simples.
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