UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2015
Paciente de 28 anos, nulípara, foi operada há 45 dias por tumor sólido/cístico de ovário esquerdo de 8cm de diâmetro. O diagnóstico histológico foi de tumor borderline mucionoso de ovário. Em relação ao tumor borderline, como o dessa paciente:
Tumores borderline de ovário são geralmente unilaterais (>80%) e têm bom prognóstico, especialmente os mucinosos.
Tumores borderline de ovário, especialmente o subtipo mucinoso, são caracteristicamente unilaterais na maioria dos casos. A conduta cirúrgica conservadora é possível em pacientes jovens que desejam preservar a fertilidade, devido ao excelente prognóstico.
Os tumores borderline de ovário, também conhecidos como tumores de baixo potencial de malignidade (TBPM), representam uma categoria intermediária entre os cistos ovarianos benignos e o carcinoma ovariano invasivo. Eles são caracterizados por proliferação epitelial atípica sem invasão do estroma. A maioria desses tumores é diagnosticada em mulheres jovens, muitas vezes nulíparas, com um pico de incidência na quarta década de vida. Em relação às suas características, os tumores borderline mucinosos, como o da paciente, são os mais comuns e frequentemente unilaterais, com mais de 80% dos casos confinados a um único ovário. Em contraste, os tumores borderline serosos podem apresentar maior taxa de bilateralidade e implantes peritoneais não invasivos. O estadiamento cirúrgico completo é fundamental para determinar a extensão da doença, mas a quimioterapia adjuvante geralmente não é indicada devido ao excelente prognóstico e à ausência de invasão estromal. A conduta terapêutica para tumores borderline de ovário depende da idade da paciente, desejo de fertilidade e estadiamento da doença. Em pacientes jovens e nulíparas com doença unilateral, a cirurgia conservadora (salpingooforectomia unilateral ou cistectomia) é uma opção viável, permitindo a preservação da fertilidade. O prognóstico é geralmente muito bom, com taxas de sobrevida em 5 anos superiores a 90%. O acompanhamento pós-operatório é essencial para monitorar possíveis recidivas, embora raras.
Um tumor borderline de ovário, ou tumor de baixo potencial de malignidade, é uma neoplasia epitelial que apresenta atipias celulares e atividade mitótica aumentadas, mas sem invasão estromal definitiva, diferenciando-o do câncer invasivo.
A maioria dos tumores borderline de ovário é unilateral, com mais de 80% dos casos confinados a um único ovário, especialmente os subtipos mucinosos. A bilateralidade é mais comum nos tumores serosos.
Em pacientes jovens que desejam preservar a fertilidade, a conduta pode ser conservadora, com salpingooforectomia unilateral ou cistectomia, seguida de acompanhamento rigoroso, devido ao excelente prognóstico.
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