Tuberculose Multirresistente: Diagnóstico e Conduta

FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2021

Enunciado

Paciente masculino, 27 anos, privado de liberdade há 4 meses e com antecedente de tratamento irregular e incompleto para tuberculose há 1,5 anos, foi admitido em Unidade Hospitalar com quadro de emagrecimento de 10kg em 2 meses, seguido de dor abdominal, acolia fecal e colúria há três semanas, com apresentação recente de dispneia. Ao exame físico, apresentava-se em regular estado geral, dispneico, ictérico ++/4+ acianótico, febril (38,8°C) e hipocorado: PA: 90 X 60 mmHg, FC: 120 bpm; FR: 26 ipm. O exame do pescoço revelou adenomegalia de 2cm em cadeia cervical anterior à direita de consistência elástica, não aderido, mas doloroso. Pulmões apresentavam roncos esparsos, crepitações inspiratórias finas difusas: o precórdio apresentava ritmo cardíaco regular em dois tempos, taquicardia e ausência de sopros ou desdobramentos. O abdome estava escavado, tenso, doloroso à palpação de hipocôndrio direito e o fígado palpável a 4 cm do rebordo costal direito; o espaço de Traube estava ocupado e os ruídos hidroaéreos presentes. As extremidades inferiores apresentavam edema de +/4+. A hipótese diagnóstica de tuberculose foi considerada e o médico assistente solicitou teste rápido molecular em escarro que resultou em detecção de Mycobacterium tuberculosis com resistência a Rifampicina; a partir de tal resultado, a conduta adotada NÃO incluiu:

Alternativas

  1. A) Ampliação da pesquisa de tuberculose por meio do teste rápido molecular em fragmento de gânglio linfático e de fragmento hepático na ausência de contraindicações para biópsia.
  2. B) Realização da pesquisa de tuberculose por meio do teste rápido molecular em sangue para confirmação de comprometimento sistêmico por Mycobaterium tuberculosis resistente à Rifampicina.
  3. C) Realização de cultura específica em novas amostras de secreção respiratória, amostras teciduais e sangue com avaliação posterior de perfil de sensibilidade às drogas antituberculosas.
  4. D) Iniciar administração supervisionada de drogas que garantam a eficiência do tratamento de tuberculose resistente a Rifampicina e Isoniazida, até conhecimento do perfil de sensibilidade da micobactéria.

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