Tratamento da Tuberculose com Resistência à Isoniazida

FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2025

Enunciado

A tuberculose multirresistente representa um grande desafio para o manejo clínico, exigindo estratégias que envolvem o uso de medicamentos de segunda linha e ajustes no tratamento. Em relação ao tratamento da tuberculose resistente, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) A monoresistência à rifampicina não altera o tratamento padrão, que permanece sendo o uso de isoniazida rifampicina, pirazinamida e etambutol por, pelo menos, cinco meses.
  2. B) Na tuberculose multirresistente à pirazinamida, é recomendado um esquema de rifampicina, etambutol e fluoroquinolona por um período mínimo de três meses.
  3. C) A tuberculose-multirresistente é caracterizada pela resistência do Mycobacterium tuberculosis a três fármacos de primeira linha.
  4. D) Pacientes com resistência isolada à isoniazida podem ser tratados com um esquema de rifampicina, etambutol, pirazinamida e uma fluoroquinolona, com duração de seis meses, podendo ser estendido aos infectados pelo HIV.

Pérola Clínica

Resistência isolada à Isoniazida (H) → Tratar com REPQ (Rifampicina, Etambutol, Pirazinamida, Quinolona) por 6 meses.

Resumo-Chave

A resistência à isoniazida exige a adição de uma fluoroquinolona (geralmente Levofloxacino) ao esquema padrão para garantir a cura e evitar multirresistência.

Contexto Educacional

A resistência aos fármacos antituberculose é um fenômeno crescente que ameaça o controle global da doença. A resistência à isoniazida é a forma mais comum de resistência e está associada a piores desfechos e maior risco de evolução para multirresistência se tratada apenas com o esquema básico (RHZE). O diagnóstico precoce através do Teste Rápido Molecular (TRM-TB) ou de testes de sensibilidade fenotípicos é crucial. O esquema REPQ por 6 meses é a recomendação atual para resistência à isoniazida. Em pacientes vivendo com HIV, a atenção deve ser redobrada devido às interações medicamentosas e ao risco de síndrome inflamatória de reconstituição imune (IRIS). A adesão estrita ao tratamento é o principal fator para evitar a seleção de cepas ainda mais resistentes.

Perguntas Frequentes

O que define Tuberculose Multirresistente (TB-MDR)?

A TB-MDR é definida pela resistência simultânea à Rifampicina e à Isoniazida, os dois fármacos mais potentes do esquema básico. Isso exige esquemas de segunda linha mais longos e com maior toxicidade.

Como é o esquema REPQ?

O esquema REPQ consiste em Rifampicina (R), Etambutol (E), Pirazinamida (P) e uma Fluoroquinolona (Q), preferencialmente o Levofloxacino. É indicado para casos de resistência isolada à isoniazida.

Qual a conduta na resistência à Rifampicina?

A resistência à Rifampicina (monoresistência ou associada) é tratada como TB-MDR. O esquema padrão atual envolve o uso de Bedaquilina, Levofloxacino, Linezolida, Clofazimina e Cicloserina.

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