CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2021
Logo após o parto a parturiente informa que o marido acabou de fazer diagnóstico de TB pulmonar bacilífera.Nesse caso, a conduta CORRETA é:
RN exposto a TB bacilífera deve iniciar isoniazida profilática ao nascimento, após afastar TB congênita.
Recém-nascidos expostos a contato intradomiciliar com tuberculose pulmonar bacilífera têm alto risco de desenvolver a doença. A conduta correta é iniciar quimioprofilaxia com isoniazida logo após o nascimento, após excluir tuberculose congênita ou ativa no RN, e manter a amamentação.
A tuberculose (TB) continua sendo um grave problema de saúde pública, e a exposição de recém-nascidos a contatos intradomiciliares com casos de TB pulmonar bacilífera representa um risco significativo para o desenvolvimento da doença. A imaturidade do sistema imunológico do neonato o torna particularmente vulnerável a formas graves e disseminadas de TB. A conduta para recém-nascidos expostos a TB bacilífera é crucial e deve ser imediata. Primeiramente, é fundamental afastar a possibilidade de tuberculose congênita ou doença ativa no próprio recém-nascido, o que pode ser feito através de exames como lavado gástrico para pesquisa de BAAR e radiografia de tórax. Se a doença ativa for excluída, a quimioprofilaxia com isoniazida (INH) deve ser iniciada logo ao nascimento. A vacina BCG, embora importante para a prevenção de formas graves de TB, não substitui a quimioprofilaxia em RNs de alto risco. A amamentação é fortemente encorajada e não deve ser suspensa, pois o leite materno não transmite a bactéria e oferece benefícios imunológicos. O tratamento do caso-índice (o pai, neste caso) é fundamental para reduzir a fonte de infecção no ambiente familiar.
A conduta inicial é iniciar quimioprofilaxia com isoniazida (INH) logo ao nascimento, após realizar exames para afastar tuberculose congênita ou ativa no recém-nascido, como lavado gástrico e radiografia de tórax.
Não, a amamentação deve ser mantida. A transmissão da tuberculose ocorre por via aérea, e o leite materno não transmite a doença, sendo um importante fator de proteção para o recém-nascido.
O esquema RIP é indicado para o tratamento da tuberculose ativa. Em recém-nascidos expostos sem sinais de doença ativa, a conduta é a quimioprofilaxia com isoniazida para prevenir o desenvolvimento da doença.
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