AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2020
Qual a conduta para um recém-nascido não vacinado contra tuberculose e que é coabitante de caso índice bacilífero?
RN contato bacilífero, não vacinado → Quimioprofilaxia com Isoniazida por 3 meses; PT; se negativa, BCG.
Recém-nascidos em contato com casos de tuberculose bacilífera têm alto risco de desenvolver a doença e suas formas graves. A conduta inicial é a quimioprofilaxia com isoniazida. Após 3 meses, realiza-se a Prova Tuberculínica (PT). Se a PT for negativa ou < 5mm, a quimioprofilaxia é suspensa e a vacina BCG é aplicada. Se a PT for positiva, deve-se investigar doença ativa e, se descartada, completar o tratamento da infecção latente.
A tuberculose (TB) em recém-nascidos e lactentes é uma condição grave, com alta morbimortalidade, especialmente as formas disseminadas e meníngeas. Recém-nascidos que coabitam com um caso índice bacilífero (TB pulmonar com baciloscopia positiva) estão em alto risco de infecção e desenvolvimento da doença. A vacina BCG, embora importante para a prevenção das formas graves, não deve ser aplicada imediatamente nesses contatos, pois pode haver infecção latente ou doença em desenvolvimento. A conduta recomendada pelo Ministério da Saúde para recém-nascidos não vacinados e contatos de bacilíferos é iniciar a quimioprofilaxia com isoniazida por três meses. Este período permite cobrir o tempo de incubação da doença e reduzir o risco de progressão para doença ativa. Após os três meses de quimioprofilaxia, deve-se realizar a Prova Tuberculínica (PT). Se a PT for negativa (induração < 5mm), a quimioprofilaxia é suspensa e a vacina BCG é aplicada. Se a PT for positiva (induração ≥ 5mm), deve-se investigar ativamente a presença de doença tuberculosa. Se a doença for descartada, a quimioprofilaxia com isoniazida deve ser estendida para um total de seis meses para tratar a infecção latente. Essa abordagem visa proteger o RN da doença ativa e, posteriormente, conferir imunidade com a BCG.
Recém-nascidos expostos a casos bacilíferos têm um risco elevado de desenvolver tuberculose, especialmente as formas graves como a TB miliar e a meningite tuberculosa, devido à imaturidade do seu sistema imunológico.
A quimioprofilaxia com isoniazida é indicada antes da BCG para cobrir o período de incubação da tuberculose e prevenir o desenvolvimento da doença ativa, especialmente em um período de alta vulnerabilidade do RN.
Em recém-nascidos, uma Prova Tuberculínica (PT) com induração ≥ 5mm é considerada positiva e indica infecção. Se a PT for negativa ou < 5mm após a quimioprofilaxia, sugere ausência de infecção.
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