SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2022
Recém-nascido com 20 dias de vida é levado à consulta de rotina com pediatra, sem relato de intercorrências no período pós-alta. Ao exame, suga bem ao seio materno, mostra bom ganho ponderal e exame físico sem alterações. No quadro vacinal, consta apenas dose única de hepatite B, dada na maternidade. Ao final da consulta, a mãe do paciente refere ter tuberculose diagnosticada há cerca de 15 dias no posto de saúde e que está em uso de rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol. Além de recomendar o uso de máscara, ao amamentar o bebê, a conduta preconizada pelo Ministério da Saúde (MS) em relação ao recém-nascido é:
RN de mãe com TB ativa: contraindicar BCG e iniciar quimioprofilaxia com rifampicina.
Em recém-nascidos expostos a mães com tuberculose ativa e bacilífera, a vacina BCG é contraindicada no momento do diagnóstico materno. A conduta preconizada pelo MS é iniciar quimioprofilaxia primária com rifampicina para prevenir a doença no bebê.
A tuberculose (TB) em recém-nascidos e lactentes é uma condição grave, muitas vezes decorrente da exposição a um contato domiciliar bacilífero, geralmente a mãe. A identificação precoce e a intervenção adequada são cruciais para prevenir a progressão da doença, que pode ter manifestações atípicas e um curso mais agressivo nessa faixa etária. A incidência de TB congênita é baixa, mas a exposição pós-natal é uma preocupação significativa em regiões de alta endemicidade. As diretrizes do Ministério da Saúde para o manejo de recém-nascidos expostos à tuberculose ativa materna são claras. Se a mãe tem TB ativa e bacilífera, a vacinação com BCG é contraindicada no momento do nascimento ou do diagnóstico materno. Em vez disso, o recém-nascido deve receber quimioprofilaxia primária, geralmente com rifampicina, para prevenir a infecção e o desenvolvimento da doença. Essa medida visa proteger o bebê enquanto a fonte de infecção está ativa. A quimioprofilaxia deve ser mantida por um período determinado, e a vacinação com BCG só será considerada após a conclusão do tratamento profilático e a reavaliação do risco de infecção. É fundamental que a mãe esteja em tratamento eficaz e que as medidas de controle de infecção, como o uso de máscara durante a amamentação, sejam rigorosamente seguidas para minimizar a exposição do bebê. O acompanhamento pediátrico é essencial para monitorar o desenvolvimento do bebê e a possível emergência de sintomas de TB.
A conduta inicial é contraindicar a vacinação com BCG e iniciar quimioprofilaxia primária com rifampicina para o recém-nascido, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde.
A vacina BCG é uma vacina de germes vivos atenuados e pode causar doença disseminada em recém-nascidos que já estão em contato íntimo com a bactéria, especialmente se houver risco de infecção ativa.
A vacina BCG pode ser administrada após a conclusão da quimioprofilaxia e se o RN não apresentar sinais de tuberculose, e a mãe estiver em tratamento eficaz e sem baciloscopia positiva.
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