Tuberculose Materna: Manejo do RN e Aleitamento Seguro

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2021

Enunciado

Um recém-nascido com 20 dias de vida é levado à consulta de puericultura em Unidade Básica de Saúde. A mãe foi diagnosticada com tuberculose pulmonar após o parto e já iniciou tratamento medicamentoso. Ela nega qualquer sintoma na criança. Gestação sem intercorrências. Ao exame, o recém-nascido mostra-se em bom estado geral, corado, hidratado e ativo. Os aparelhos cardiovascular e respiratório apresentam-se normais, assim como o abdome. Considerando a história acima descrita, assinale a alternativa que contém a conduta indicada para esse recém-nascido em relação ao seu tratamento e aleitamento.

Alternativas

  1. A) Manutenção do aleitamento materno com uso de máscara por parte da mãe e uso profilático de isoniazida até o 3° mês de vida, quando o teste tuberculínico deverá ser realizado.
  2. B) Interrupção do aleitamento materno por parte da mãe e uso profilático de isoniazida até o 3° mês de vida, quando o teste tuberculínico deverá ser realizado.
  3. C) Manutenção do aleitamento materno com uso de máscara por parte da mãe e uso profilático de isoniazida até o 6° mês de vida, quando o teste tuberculínico deverá ser realizado. 
  4. D) Interrupção do aleitamento materno por parte da mãe e uso profilático de isoniazida até o 6° mês de vida, quando o teste tuberculínico deverá ser realizado.

Pérola Clínica

RN exposto à TB materna ativa → Isoniazida profilática por 3 meses + aleitamento materno com máscara materna.

Resumo-Chave

Em recém-nascidos expostos à tuberculose materna ativa, a profilaxia com isoniazida é essencial, geralmente por 3 meses, seguida de teste tuberculínico. O aleitamento materno é mantido, desde que a mãe utilize máscara e esteja em tratamento, pois os benefícios superam os riscos.

Contexto Educacional

A tuberculose (TB) materna representa um desafio significativo na puericultura, exigindo uma abordagem cuidadosa para proteger o recém-nascido (RN) da infecção. A transmissão da TB para o RN pode ocorrer por via congênita (rara), perinatal ou pós-natal, sendo esta última a mais comum, por contato com as vias aéreas da mãe. A conduta para o RN exposto à mãe com TB pulmonar ativa e em tratamento é crucial. Recomenda-se a manutenção do aleitamento materno, pois os benefícios nutricionais e imunológicos do leite materno são superiores ao risco de transmissão, desde que a mãe utilize máscara durante as mamadas e esteja em tratamento eficaz. Além disso, é indicada a profilaxia com isoniazida para o RN, geralmente por um período de 3 meses, para prevenir a infecção. Após o período de profilaxia, um teste tuberculínico (PPD) deve ser realizado para avaliar a necessidade de estender a profilaxia ou iniciar o tratamento completo, caso haja evidência de infecção. A vacina BCG deve ser adiada até a exclusão da infecção e conclusão da profilaxia, ou administrada se o RN não estiver infectado e a mãe estiver em tratamento adequado.

Perguntas Frequentes

Qual a conduta inicial para um recém-nascido exposto à mãe com tuberculose ativa?

A conduta inicial para um recém-nascido exposto à mãe com tuberculose pulmonar ativa e em tratamento é a manutenção do aleitamento materno com a mãe usando máscara e o início da profilaxia com isoniazida para o RN.

Por quanto tempo o recém-nascido deve receber isoniazida profilática em caso de exposição à TB materna?

O recém-nascido deve receber isoniazida profilática por um período de 3 meses. Após esse período, um teste tuberculínico (PPD) é realizado para reavaliar a necessidade de continuar a profilaxia ou iniciar tratamento completo.

É seguro manter o aleitamento materno quando a mãe tem tuberculose pulmonar ativa?

Sim, é seguro manter o aleitamento materno quando a mãe tem tuberculose pulmonar ativa, desde que ela esteja em tratamento medicamentoso e utilize máscara durante as mamadas. Os benefícios do aleitamento superam os riscos de transmissão, que são controlados com essas medidas.

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