UFSC/HU - Hospital Universitário Prof. Polydoro Ernani de São Thiago (SC) — Prova 2023
Considerando um recém-nascido de mãe com tuberculose pulmonar, ainda bacilífera após o nascimento, está INCORRETO afirmar que:
RN de mãe bacilífera: NÃO vacinar BCG inicialmente; aleitamento materno é permitido com precauções.
A conduta para RN de mãe bacilífera visa prevenir a tuberculose congênita e pós-natal. A vacina BCG é contraindicada inicialmente devido ao risco de infecção latente ou ativa, e o aleitamento materno é seguro com medidas de proteção para a mãe.
A tuberculose (TB) em recém-nascidos (RN) é uma condição grave que pode ser congênita (adquirida intraútero) ou pós-natal (adquirida após o nascimento). A exposição de um RN a uma mãe bacilífera representa um alto risco de infecção, exigindo uma abordagem profilática rigorosa para prevenir a doença, que pode ter alta morbimortalidade nessa faixa etária. O manejo adequado é crucial para a saúde pública e para a formação do residente. A fisiopatologia da TB neonatal envolve a transmissão via transplacentária, aspiração de líquido amniótico infectado ou contato direto pós-natal. O diagnóstico de TB congênita é desafiador, baseando-se em critérios clínicos, radiológicos e microbiológicos. A suspeita deve ser alta em RN com sintomas inespecíficos e história materna de TB ativa. O tratamento e a profilaxia são pilares. A quimioprofilaxia com isoniazida é fundamental para RN expostos. A vacina BCG é contraindicada inicialmente em RN de mães bacilíferas até que a infecção seja descartada. O aleitamento materno é incentivado, com a mãe utilizando máscara e em tratamento, pois os benefícios superam os riscos de transmissão.
A conduta inicial envolve afastar tuberculose congênita e iniciar quimioprofilaxia com isoniazida. A vacina BCG é adiada até que a infecção seja descartada ou tratada.
Sim, o aleitamento materno é seguro e recomendado, desde que a mãe esteja em tratamento e utilize máscara durante o contato com o bebê para evitar a transmissão aérea.
A vacina BCG é indicada após 3 meses de quimioprofilaxia, se o teste tuberculínico for negativo, confirmando que o RN não desenvolveu infecção latente ou ativa.
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