INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2022
Um paciente com 50 anos de idade encontra-se internado em um quarto de isolamento respiratório na enfermaria de pneumologia. Relatou, na sua admissão, apresentar tosse há 6 semanas, febre, fadiga, sudorese noturna, perda ponderai, episódios de hemoptise e dor torácica do tipo pleurítica. À ausculta pulmonar, foram percebidos estertores finos, pós-tussivos, nos ápices. Exames laboratoriais mostraram anemia normocítica normocrômica e hipoalbuminemia e, na radiografia de tórax, foram visualizados infiltrados e cavitações no segmento posterior do lobo superior direito.Diante do quadro clínico descrito, a hipótese diagnóstica mais provável é
Tosse crônica, febre, sudorese noturna, perda ponderal, hemoptise, cavitação em ápice pulmonar → Tuberculose pulmonar pós-primária.
O quadro clínico de tosse prolongada, sintomas constitucionais (febre, sudorese noturna, perda ponderal, fadiga), hemoptise e achados radiológicos de infiltrados e cavitações em lobos superiores (especialmente segmento posterior) é clássico de tuberculose pulmonar pós-primária (ou de reativação), que é a forma mais comum da doença em adultos.
A tuberculose (TB) é uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium tuberculosis, que permanece um grave problema de saúde pública global. A tuberculose pulmonar pós-primária, também conhecida como tuberculose de reativação ou do adulto, é a forma mais comum da doença ativa e ocorre quando focos latentes da infecção primária são reativados, geralmente devido a uma diminuição da imunidade do hospedeiro. Sua epidemiologia é marcada pela alta prevalência em populações vulneráveis e imunocomprometidas. A fisiopatologia envolve a reativação de bacilos que permaneceram dormentes em granulomas pulmonares. Clinicamente, a TB pós-primária manifesta-se com sintomas constitucionais como febre (geralmente vespertina), sudorese noturna, fadiga e perda ponderal. A tosse persistente (mais de 3 semanas), que pode ser produtiva ou com hemoptise, é o sintoma pulmonar mais característico. Ao exame físico, estertores finos pós-tussivos nos ápices pulmonares são achados clássicos. A radiografia de tórax tipicamente revela infiltrados e cavitações nos segmentos apicais e posteriores dos lobos superiores, refletindo a predileção do bacilo por ambientes com alta tensão de oxigênio. O diagnóstico é confirmado pela baciloscopia de escarro (pesquisa de BAAR) e cultura. O tratamento consiste em um regime de múltiplos fármacos por um período prolongado, essencial para a cura e prevenção da resistência. O isolamento respiratório é crucial no início do tratamento para prevenir a transmissão. Para o residente, é vital reconhecer precocemente este quadro clínico para iniciar o tratamento adequado e as medidas de controle de infecção, contribuindo para a redução da cadeia de transmissão.
Os sintomas incluem tosse persistente (mais de 3 semanas), febre vespertina, sudorese noturna, perda de peso, fadiga, dor torácica e, em casos avançados, hemoptise.
A radiografia tipicamente mostra infiltrados e cavitações, predominantemente nos segmentos apicais e posteriores dos lobos superiores, que são áreas de maior oxigenação favoráveis à proliferação do Mycobacterium tuberculosis.
A tuberculose primária ocorre na primeira exposição ao bacilo, geralmente assintomática ou com sintomas leves. A pós-primária (ou de reativação) ocorre anos após a infecção inicial, por reativação de focos latentes, e é a forma mais comum de doença ativa em adultos, com sintomas mais exuberantes e maior risco de transmissão.
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