UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2019
A tuberculose é uma doença altamente prevalente no Brasil, com elevada morbimortalidade nas faixas etárias pediátricas, principalmente em crianças infectadas pelo HIV, indígenas e em imunodeficientes. A respeito da tuberculose na infância, analise as afirmativas. I. Deve-se suspeitar de tuberculose em crianças com diagnóstico de pneumonia sem melhora com o uso de antimicrobianos. II. Febre, tosse produtiva contínua, perda de peso e às vezes hemoptises são as manifestações clínicas mais frequentes. III. Os achados radiográficos mais sugestivos da tuberculose pulmonar na infância são adenomegalias mediastinais, imagens cavitadas de lobos superiores e infiltrados nodulares difusos. IV. A prova tuberculínica (PPD) consiste na inoculação intradérmica de um derivado proteico do M. tuberculosis para medir a resposta imune celular a seus antígenos. V. A pesquisa do bacilo no escarro é o instrumento mais útil para o diagnóstico. VI. PPD = 10 mm em criança de 3 anos é diagnóstico de tuberculose latente e tem indicação de tratamento com isoniazida por 3 meses. Está CORRETO o que se afirma em:
Tuberculose infantil: Suspeitar em pneumonia refratária. PPD é crucial. Baciloscopia é difícil. Cavitação e hemoptise são raras. Tratamento latente em criança > 6 meses.
A tuberculose na infância é um desafio diagnóstico devido às manifestações clínicas inespecíficas e à dificuldade de isolamento do bacilo. Deve-se suspeitar em crianças com pneumonia que não melhora com antibióticos. A Prova Tuberculínica (PPD) é um método importante para avaliar a resposta imune celular ao M. tuberculosis. Achados como cavitação e hemoptise são menos comuns em crianças do que em adultos, e a baciloscopia de escarro é frequentemente negativa, sendo o lavado gástrico mais útil.
A tuberculose (TB) na infância representa um desafio diagnóstico e terapêutico significativo, especialmente em países de alta prevalência como o Brasil. A doença em crianças é frequentemente paucibacilar, o que dificulta a confirmação bacteriológica, e suas manifestações clínicas podem ser inespecíficas, mimetizando outras condições pediátricas. A TB é mais grave em crianças pequenas e imunocomprometidas, com maior risco de formas disseminadas e meníngeas. O diagnóstico da TB em crianças baseia-se em uma combinação de fatores: história de contato com caso de TB, manifestações clínicas (tosse persistente, febre prolongada, perda de peso, pneumonia refratária a antibióticos), achados radiográficos (adenomegalias mediastinais são comuns, enquanto cavitações são raras) e a Prova Tuberculínica (PPD). O PPD é um teste de hipersensibilidade tardia que avalia a resposta imune celular ao Mycobacterium tuberculosis, sendo um importante indicador de infecção. A pesquisa do bacilo (baciloscopia de escarro) é de baixa sensibilidade em crianças, que geralmente não expectoram; métodos como lavado gástrico ou escarro induzido são mais eficazes para a coleta de amostras. O tratamento da TB latente em crianças é crucial para prevenir a progressão para doença ativa, e a duração padrão com isoniazida é de 6 a 9 meses, dependendo do protocolo e da idade. O tratamento da TB ativa envolve um esquema multidrogas por um período prolongado. A suspeita clínica elevada, especialmente em crianças que não melhoram com tratamentos convencionais para outras condições respiratórias, é fundamental para o diagnóstico precoce e a instituição da terapia adequada, visando reduzir a morbimortalidade e a transmissão da doença.
Deve-se suspeitar de tuberculose em crianças com tosse persistente (mais de 2-3 semanas), febre prolongada, perda de peso ou falha no ganho de peso, sudorese noturna e, principalmente, em casos de pneumonia que não respondem ao tratamento antimicrobiano convencional. Contato com adultos doentes é um fator de risco importante.
A interpretação do PPD varia com o grupo de risco. Em crianças, um PPD ≥ 5 mm é considerado positivo em contatos de tuberculose, imunocomprometidos ou com alterações radiográficas sugestivas. Em crianças sem fatores de risco, um PPD ≥ 10 mm é geralmente considerado positivo. O PPD mede a resposta imune celular, não a doença ativa.
Em crianças, as manifestações radiográficas mais comuns incluem adenomegalias mediastinais e hilares, infiltrados parenquimatosos e atelectasias. Imagens cavitadas de lobos superiores e hemoptise são muito mais raras em crianças do que em adultos, onde são achados típicos de doença pós-primária.
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