MedEvo Simulado — Prova 2026
Um homem de 38 anos, com diagnóstico de infecção pelo HIV há 5 anos e em uso irregular de terapia antirretroviral (última contagem de linfócitos T-CD4+ de 180 células/mm³), procura a Unidade Básica de Saúde com queixa de tosse seca, febre vespertina e sudorese noturna há apenas 8 dias. Ele nega dispneia ou dor torácica. Ao exame físico, apresenta-se em regular estado geral, emagrecido, febril (37,9 °C), com murmúrio vesicular universalmente audível e sem ruídos adventícios. Diante da suspeita de tuberculose pulmonar neste paciente específico, a conduta inicial mais adequada é:
Suspeita de TB em HIV+ → TRM-TB + Cultura + Teste de Sensibilidade (independente do tempo de tosse).
Em pacientes vivendo com HIV, qualquer sintoma respiratório ou febre deve levantar suspeita de TB. O TRM-TB é o exame de escolha inicial pela alta sensibilidade e rapidez.
A tuberculose é a principal causa de morte entre pessoas vivendo com HIV (PVHIV). A interação biológica entre o HIV e o Mycobacterium tuberculosis acelera a progressão de ambas as doenças. Devido à imunodeficiência, a resposta inflamatória granulomatosa é prejudicada, resultando em apresentações clínicas e radiológicas atípicas. O Ministério da Saúde recomenda que em PVHIV, a investigação de TB seja iniciada diante de qualquer sintoma (tosse de qualquer duração, febre, sudorese ou perda de peso). O uso de tecnologias moleculares e cultura é essencial para garantir o diagnóstico oportuno e o tratamento adequado, minimizando a mortalidade nesta população vulnerável.
O Teste Rápido Molecular (TRM-TB) possui sensibilidade muito superior à baciloscopia (BAAR), especialmente em pacientes HIV positivos que frequentemente apresentam formas paucibacilares. Além disso, o TRM-TB detecta resistência à rifampicina em poucas horas.
A cultura para micobactérias é obrigatória em todos os pacientes HIV com suspeita de TB, mesmo com TRM-TB positivo. Ela aumenta a sensibilidade diagnóstica e permite a realização do Teste de Sensibilidade (TS) para outros fármacos além da rifampicina.
Com CD4 < 200 células/mm³, a TB frequentemente se apresenta de forma atípica: menos cavitações na radiografia, maior frequência de formas disseminadas ou extrapulmonares, e maior probabilidade de exames de escarro negativos (formas paucibacilares).
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