FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2015
Paciente com diagnóstico de tuberculose pulmonar que iniciou tratamento com esquema RIPE (Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida e Etambutol). No 7º dia de uso da medicação queixa-se de dor epigástrica, náuseas, vômitos e dor articular. A conduta adequada neste caso é:
Efeitos GI e dor articular com RIPE (7º dia) → ajustar horário da dose e sintomáticos; não suspender medicação essencial.
Os sintomas de dor epigástrica, náuseas, vômitos e dor articular são efeitos adversos comuns e geralmente leves do esquema RIPE, especialmente nos primeiros dias/semanas de tratamento. A conduta inicial deve ser otimizar a administração (ex: tomar com alimentos, à noite) e usar sintomáticos, evitando a suspensão precoce dos medicamentos essenciais para o tratamento da tuberculose.
O tratamento da tuberculose pulmonar com o esquema RIPE (Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida e Etambutol) é altamente eficaz, mas frequentemente acompanhado por efeitos adversos. Residentes precisam estar preparados para identificar e manejar essas reações, garantindo a adesão do paciente e o sucesso terapêutico. A interrupção precoce do tratamento devido a efeitos colaterais é uma causa comum de falha e desenvolvimento de resistência. Os sintomas descritos – dor epigástrica, náuseas, vômitos e dor articular – são efeitos adversos comuns e geralmente transitórios, especialmente nas primeiras semanas de tratamento. A pirazinamida é frequentemente associada à dor articular (artralgia) e hiperuricemia, enquanto a rifampicina e a isoniazida podem causar distúrbios gastrointestinais. A conduta inicial e mais adequada para esses sintomas leves a moderados é otimizar a forma de administração dos medicamentos, como tomá-los com alimentos ou fracionar a dose, e prescrever medicação sintomática (antieméticos, analgésicos). A suspensão dos medicamentos deve ser reservada para efeitos adversos graves e após avaliação médica cuidadosa, pois compromete a erradicação da infecção e aumenta o risco de resistência. A educação do paciente sobre esses efeitos e como manejá-los é fundamental para a adesão.
Os efeitos adversos gastrointestinais mais comuns do esquema RIPE incluem dor epigástrica, náuseas, vômitos e anorexia. Eles são frequentemente observados no início do tratamento e podem ser minimizados com a administração dos medicamentos junto com alimentos ou em horários diferentes.
A dor articular (artralgia) é um efeito adverso comum, especialmente da pirazinamida, devido ao aumento do ácido úrico. O manejo inclui o uso de analgésicos e anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). Raramente, a pirazinamida precisa ser suspensa se a dor for incapacitante ou houver gota aguda.
A suspensão ou modificação do esquema RIPE deve ser considerada apenas em casos de efeitos adversos graves, como hepatotoxicidade significativa (icterícia, elevação acentuada de transaminases), neurite óptica (etambutol) ou reações de hipersensibilidade graves. Para sintomas leves a moderados, ajustes na administração e sintomáticos são a primeira abordagem.
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