Coinfecção HIV-TB: Acompanhamento e Tratamento

UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2020

Enunciado

Paciente com diagnóstico confirmado de infecção pelo vírus HIV há 4 anos, referia ter interrompido o uso contínuo dos antirretrovirais (ARTs) no ano passado, vindo a apresentar tuberculose pulmonar diagnosticada através do teste rápido molecular (TRMTB) e exame radiológico pulmonar, terminou o tratamento há 1 mês. Considerando o caso desse paciente, é correto afirmar que

Alternativas

  1. A) o tratamento para a infecção pelo HIV e para a tuberculose deve sempre ser iniciado simultaneamente.
  2. B) o paciente deve ter o acompanhamento da resposta ao tratamento através do examede baciloscopia.
  3. C) o paciente deve ser submetido ao teste de genotipagem para o HIV e para o M. tuberculosis.
  4. D) o paciente veio a manifestar tuberculose ativa como consequência de falha virológicae terapêutica.
  5. E) o paciente deve realizar o teste de liberação de interferon-gama (IGRAs), paraconfirmação diagnóstica.

Pérola Clínica

Acompanhamento TB pulmonar: baciloscopia mensal até negativação, depois no 6º mês.

Resumo-Chave

O acompanhamento da resposta ao tratamento da tuberculose pulmonar é feito principalmente pela baciloscopia de escarro, que deve ser mensal até a negativação. A interrupção dos ARTs levou à imunossupressão e à reativação da TB.

Contexto Educacional

A coinfecção por HIV e Mycobacterium tuberculosis é um desafio significativo de saúde pública, sendo a tuberculose a principal causa de morte entre pessoas vivendo com HIV. A interrupção da terapia antirretroviral (ART) leva à progressão da imunodeficiência, aumentando drasticamente o risco de desenvolver tuberculose ativa, como observado no caso. O diagnóstico da tuberculose pulmonar em pacientes com HIV pode ser mais complexo devido a apresentações atípicas, mas o teste rápido molecular (TRMTB) e o exame radiológico são ferramentas valiosas. O tratamento da tuberculose é padronizado, e o acompanhamento da resposta terapêutica é fundamental. A baciloscopia de escarro mensal é o principal método para monitorar a eliminação do bacilo e a eficácia do tratamento, devendo ser realizada até a negativação e no final do tratamento. A decisão sobre o momento de iniciar a ART em pacientes coinfectados é crucial e depende do status imunológico (contagem de CD4). A genotipagem para HIV é indicada para avaliar resistência aos antirretrovirais, enquanto para M. tuberculosis, é reservada para casos de resistência ou falha terapêutica. O teste de liberação de interferon-gama (IGRAs) é útil para o diagnóstico de infecção latente, não para confirmação de doença ativa.

Perguntas Frequentes

Qual o principal método para monitorar a resposta ao tratamento da tuberculose pulmonar?

O principal método é a baciloscopia de escarro, que deve ser realizada mensalmente até a negativação e, posteriormente, no final do tratamento (6º mês), para avaliar a eliminação do bacilo e a eficácia terapêutica.

Quando se deve iniciar o tratamento antirretroviral (ART) em pacientes coinfectados com HIV e tuberculose?

O início da ART em pacientes com coinfecção HIV-TB depende do nível de CD4. Geralmente, inicia-se a ART após 2 a 8 semanas do início do tratamento da TB, mas em casos de CD4 < 50 células/mm³, a ART deve ser iniciada o mais rápido possível (dentro de 2 semanas) após o início da terapia para TB.

A genotipagem é indicada para o Mycobacterium tuberculosis em todos os casos de coinfecção HIV-TB?

A genotipagem para M. tuberculosis não é rotina e é reservada para casos de falha terapêutica, resistência a medicamentos ou em situações epidemiológicas específicas, para identificar padrões de resistência e guiar o tratamento.

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