HVV - Hospital Vaz Monteiro - Lavras (MG) — Prova 2025
Paciente, 45 anos, apresenta tosse persistente por mais de três semanas, febre vespertina, sudorese noturna e perda de peso significativa. Radiografia de tórax revela lesões pulmonares cavitárias nos lobos superiores. O escarro é positivo para Bacilos Álcool-Ácido Resistentes (BAAR). Com base nesse quadro clínico, o diagnóstico e a abordagem adequada é:
Tosse >3 sem, febre vespertina, sudorese noturna, perda peso + BAAR+ escarro + cavitação pulmonar → Tuberculose pulmonar ativa, iniciar RIPE.
O quadro clínico clássico de tosse persistente, febre vespertina, sudorese noturna e perda de peso, associado a lesões cavitárias na radiografia de tórax e BAAR positivo no escarro, é diagnóstico de tuberculose pulmonar ativa. O tratamento inicial padrão é o esquema RIPE (Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida, Etambutol).
A tuberculose (TB) pulmonar ativa é uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium tuberculosis, representando um grave problema de saúde pública global. No Brasil, a TB ainda possui alta incidência e é uma das principais causas de mortalidade por doenças infecciosas. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e prevenir o desenvolvimento de formas graves da doença. O quadro clínico típico, como o apresentado na questão, inclui tosse produtiva persistente por mais de três semanas, febre vespertina, sudorese noturna, perda de peso e fadiga. A radiografia de tórax frequentemente revela infiltrados, cavitações ou nódulos, predominantemente nos lobos superiores. A confirmação diagnóstica é feita pela identificação do Bacilo Álcool-Ácido Resistente (BAAR) no escarro, que indica a presença de bacilos viáveis e a capacidade de transmissão da doença. O tratamento da tuberculose pulmonar ativa é complexo e prolongado, baseado em um esquema multidrogas para garantir a erradicação da bactéria e prevenir a resistência. O esquema inicial padrão, conhecido como RIPE, consiste na associação de Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida e Etambutol, administrados na fase intensiva (geralmente por dois meses), seguida por uma fase de manutenção com Rifampicina e Isoniazida. A adesão rigorosa ao tratamento é vital para o sucesso terapêutico e a cura do paciente.
Os sintomas clássicos incluem tosse persistente por mais de três semanas, febre vespertina, sudorese noturna, perda de peso, astenia e, em casos avançados, hemoptise.
A pesquisa de Bacilos Álcool-Ácido Resistentes (BAAR) no escarro é um método rápido e de baixo custo para confirmar a presença de Mycobacterium tuberculosis e a infectividade do paciente, sendo crucial para o diagnóstico de tuberculose pulmonar ativa.
O esquema RIPE (Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida e Etambutol) é utilizado na fase intensiva do tratamento para maximizar a eliminação bacteriana, prevenir o desenvolvimento de resistência e reduzir rapidamente a carga bacilar, sendo altamente eficaz.
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