UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2019
Carolina, com diagnóstico recente de Tuberculose Pulmonar já há uma semana, em tratamento com o esquema RIPE, mãe do RN Afonso, quer amamentar o bebê. Qual é a orientação a ser dada, em relação à amamentação e à doença?
TB materna ativa → RN profilaxia isoniazida + amamentação com máscara.
Em casos de tuberculose pulmonar ativa em mães, a amamentação não é contraindicada, desde que a mãe utilize máscara e o recém-nascido receba quimioprofilaxia com isoniazida. A transmissão da TB pelo leite materno é rara, sendo a via aérea a principal preocupação.
A tuberculose pulmonar em gestantes e puérperas é um desafio clínico importante, exigindo manejo cuidadoso para proteger tanto a mãe quanto o recém-nascido. A transmissão da doença para o bebê pode ocorrer por via congênita (rara), perinatal ou pós-natal, sendo esta última a mais comum, por contato com as secreções respiratórias da mãe. O tratamento da mãe com o esquema RIPE (Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida, Etambutol) é seguro durante a amamentação. A amamentação é um pilar fundamental da saúde infantil e não deve ser interrompida sem justificativa clara. No contexto da tuberculose materna ativa, a principal preocupação é a transmissão aérea. Por isso, a mãe deve usar máscara durante o contato próximo com o bebê, especialmente ao amamentar. O recém-nascido, por sua vez, deve receber quimioprofilaxia com isoniazida para prevenir o desenvolvimento da doença, dada a sua vulnerabilidade. A vacinação com BCG é geralmente adiada nesses casos, aguardando a conclusão da profilaxia e a exclusão de infecção ativa no RN. É crucial que o acompanhamento do binômio mãe-bebê seja rigoroso, com monitoramento da adesão ao tratamento materno e da resposta do RN à profilaxia, garantindo a segurança e o bem-estar de ambos.
Sim, mães com tuberculose pulmonar ativa podem amamentar, desde que utilizem máscara e o recém-nascido receba quimioprofilaxia com isoniazida. A transmissão pelo leite materno é rara.
A profilaxia para recém-nascidos expostos à tuberculose materna ativa é feita com isoniazida, geralmente por 3 meses, seguida de avaliação para vacinação BCG.
A vacina BCG é adiada em recém-nascidos de mães com tuberculose ativa até que a quimioprofilaxia com isoniazida seja concluída e a infecção ativa no RN seja descartada.
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