SMS Sinop - Secretaria Municipal de Saúde de Sinop (MT) — Prova 2020
Assinale a alternativa que contenha a duração do esquema básico para tratamento da tuberculose pulmonar em adultos e a frequência indicada para realização de baciloscopia de controle após início do tratamento, respectivamente.
Tuberculose pulmonar adulto (sensível): 6 meses de tratamento; baciloscopia de controle mensal.
O esquema básico para tratamento da tuberculose pulmonar em adultos sensíveis dura 6 meses, com baciloscopia de escarro de controle realizada mensalmente até a negativação, sendo fundamental para monitorar a resposta terapêutica.
A tuberculose (TB) é uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium tuberculosis, sendo um grave problema de saúde pública global. A tuberculose pulmonar é a forma mais comum e transmissível da doença. O tratamento eficaz é fundamental para a cura do paciente, interrupção da cadeia de transmissão e prevenção do desenvolvimento de resistência aos medicamentos. O esquema básico para tratamento da tuberculose pulmonar em adultos com baciloscopia positiva e sem história de tratamento prévio ou resistência conhecida é padronizado. Ele consiste em uma fase intensiva de dois meses com quatro drogas (Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida e Etambutol - RIPE) e uma fase de manutenção de quatro meses com duas drogas (Rifampicina e Isoniazida). A duração total do tratamento é de seis meses. A baciloscopia de escarro de controle é um exame essencial para monitorar a resposta ao tratamento. Ela deve ser realizada mensalmente a partir do segundo mês de tratamento até a negativação. A negativação da baciloscopia é um indicador importante de sucesso terapêutico e redução da infectividade. A persistência de baciloscopia positiva após o segundo ou terceiro mês deve alertar para a possibilidade de falha terapêutica, má adesão ou resistência, exigindo uma reavaliação do caso e, se necessário, a realização de testes de sensibilidade.
O esquema básico para adultos sensíveis é composto por Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida e Etambutol (RIPE) nos primeiros dois meses, seguido por Rifampicina e Isoniazida nos quatro meses restantes.
A baciloscopia de controle é crucial para monitorar a resposta ao tratamento, avaliar a adesão do paciente, identificar falhas terapêuticas e determinar o momento da negativação, que indica a redução da infectividade.
A persistência da baciloscopia positiva após o segundo ou terceiro mês de tratamento pode indicar falha terapêutica, má adesão, ou resistência aos medicamentos, exigindo investigação adicional e possível ajuste do esquema.
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