INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024
Um homem de 39 anos, morador de rua, procura espontaneamente a unidade básica de saúde para atendimento. Ele relata sentir dores de cabeça há 3 dias. Afirma que é etilista, tabagista e nega uso de drogas ilícitas. Seus exames físico, neurológico e psíquico apresentam-se sem alterações e sem critérios para enxaqueca. O paciente está com tosse pouco produtiva há 8 dias, não sabe relatar perda de peso e apresenta pápulas com escoriações em membros superiores e abdome.Nesse caso, qual exame deverá ser solicitado com prioridade para investigação diagnóstica?
Homem morador de rua, etilista, tabagista com tosse > 8 dias → BAAR escarro prioritário para TB.
Em pacientes com fatores de risco para tuberculose (morador de rua, etilista, tabagista) e sintomas respiratórios como tosse por mais de 2-3 semanas, a investigação de tuberculose pulmonar com teste do escarro (BAAR) é uma prioridade diagnóstica. A apresentação atípica ou a presença de outras comorbidades não deve atrasar essa investigação crucial.
A tuberculose pulmonar permanece um grave problema de saúde pública no Brasil, especialmente em populações vulneráveis como moradores de rua, etilistas e tabagistas. A identificação precoce e o tratamento adequado são cruciais para interromper a cadeia de transmissão e melhorar o prognóstico dos pacientes. A atenção primária à saúde desempenha um papel vital no rastreamento e diagnóstico desses casos. O diagnóstico da tuberculose pulmonar baseia-se na suspeita clínica, fatores de risco e exames complementares. A tosse persistente por mais de duas semanas é o sintoma cardinal. A baciloscopia direta do escarro (BAAR) é o exame de escolha inicial devido à sua simplicidade, baixo custo e capacidade de identificar casos bacilíferos, que são os mais importantes para a transmissão da doença. Outros exames como cultura de escarro e testes moleculares podem ser utilizados em casos específicos ou para confirmação. Uma vez diagnosticada, a tuberculose é tratada com um esquema medicamentoso padronizado, de longa duração, que exige adesão rigorosa do paciente. O manejo desses pacientes requer uma abordagem multidisciplinar, considerando as comorbidades e o contexto social. A falha em diagnosticar e tratar a tuberculose pode levar a complicações graves, disseminação da doença e aumento da resistência aos medicamentos.
Os principais fatores de risco incluem imunossupressão (HIV, uso de imunossupressores), etilismo, tabagismo, desnutrição, diabetes, silicose, e condições sociais como moradia em aglomerados e situação de rua.
Deve-se suspeitar de tuberculose em qualquer paciente com tosse persistente por mais de 2-3 semanas, especialmente se acompanhada de febre vespertina, sudorese noturna, emagrecimento e/ou hemoptise, e em indivíduos com fatores de risco.
O teste do escarro (BAAR) é fundamental por ser um método rápido, de baixo custo e alta especificidade para identificar bacilos álcool-ácido resistentes, confirmando o diagnóstico de tuberculose pulmonar ativa e permitindo o início precoce do tratamento.
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